3 de abril, 2025

A cidade de Taiobeiras, no Norte de Minas, foi palco de um crime que chocou a região - Foto: Polícia Civil | Divulgação

A cidade de Taiobeiras, no Norte de Minas, foi palco de um crime que chocou a região. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu a investigação do feminicídio de uma jovem ocorrido em 27 de dezembro de 2024. O suspeito tentou encobrir o homicídio simulando um suicídio, mas as provas periciais e depoimentos de testemunhas desmontaram sua versão.

A farsa foi descoberta ainda nas primeiras horas da investigação, quando familiares e a cena do crime indicaram que a morte não havia sido autoinfligida. O inquérito foi instaurado no dia seguinte e, em 30 de dezembro, a PCMG localizou e prendeu o suspeito, que estava com o celular da vítima. Ao ser abordado, ele confessou o crime.

O suspeito foi localizou e preso – Foto: Polícia Civil / Divulgação

As investigações revelaram um histórico de perseguição. Testemunhas relataram que o homem demonstrava comportamento obsessivo e insistia em manter contato com a vítima, mesmo após o fim do relacionamento. Dias antes do crime, temendo por sua segurança, a jovem chegou a pedir a uma amiga para dormir com ela.

Na noite do feminicídio, o suspeito foi até a casa da vítima sob o pretexto de discutir uma suposta dívida relacionada a uma bicicleta, mas essa justificativa não se sustentou. Durante uma discussão no quarto da jovem, ele a asfixiou e, para encobrir o assassinato, simulou um suicídio. O corpo foi encontrado na manhã seguinte pela própria mãe da vítima, suspenso por uma corda amarrada ao telhado da casa.

Foto: Polícia Civil / Divulgação

O laudo de necrópsia confirmou que a morte ocorreu por asfixia, evidenciando a ação violenta do suspeito. Com base nas provas colhidas, ele foi indiciado por feminicídio qualificado, por asfixia, e por fraude processual, por ter alterado a cena do crime. “Se condenado, pode pegar mais de 40 anos de prisão”, destacou a delegada Mayra Coutinho.

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e o caso agora está nas mãos da Justiça.

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