Queimadas batem recorde e deixam mais de 1 milhão de clientes da Cemig sem energia em 2024

O ano de 2024 entrou para a história da Cemig como o período com o maior número de clientes afetados por queimadas em Minas Gerais. Mais de um milhão de consumidores ficaram sem energia elétrica em função dos incêndios, conforme dados registrados desde 1995.

No Norte de Minas, foram contabilizadas 106 ocorrências ligadas a queimadas, prejudicando diretamente mais de 92 mil usuários. Somente entre janeiro e abril de 2025, oito interrupções de fornecimento de energia já foram registradas na região, atingindo cerca de 200 unidades consumidoras.

Segundo o engenheiro de Ativos da Distribuição da Cemig, Taumar Morais Lara, as queimadas provocam danos sérios à infraestrutura da rede elétrica. “Postes, cabos e torres podem ser comprometidos pelas chamas, o que dificulta e atrasa o restabelecimento do serviço. Além disso, a fumaça densa afeta a saúde da população, especialmente em um período em que as doenças respiratórias tendem a aumentar”, explicou.

Além dos prejuízos materiais e riscos à saúde, a prática das queimadas — muitas vezes intencionais — é considerada crime ambiental e pode gerar penalidades aos responsáveis.

Taumar ainda ressalta que, por ocorrerem com frequência em áreas rurais e de difícil acesso, os reparos nas redes afetadas costumam ser complexos. “Transportar estruturas como postes e torres em terrenos acidentados é um desafio. Isso aumenta o tempo de resposta e os custos para recompor a rede”, disse.

Para minimizar os impactos, a Cemig desenvolve ações preventivas, mas reforça que a colaboração da população é essencial. A empresa orienta os cidadãos a adotarem atitudes simples que ajudam a evitar incêndios:

  • Apagar com água todo o fogo usado em acampamentos;
  • Não jogar pontas de cigarro acesas em beiras de estradas ou matas;
  • Evitar deixar garrafas de plástico ou vidro ao sol em locais com vegetação;
  • Respeitar as restrições legais sobre queimadas, inclusive mantendo distância mínima de 15 metros de rodovias, ferrovias e linhas de energia;
  • Jamais usar fogo em áreas de preservação ambiental, reservas ecológicas ou parques florestais.

“É fundamental que cada pessoa tenha consciência do impacto das suas ações. Um foco pequeno pode se transformar em um grande incêndio e trazer prejuízos sérios para todos. Pensar coletivamente é o primeiro passo para evitar tragédias, especialmente nesse período de seca e baixa umidade”, reforçou o engenheiro.

Diovane Barbosa

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