Casos e mortes por infecções respiratórias graves aumentam no Norte de Minas, e autoridades pedem reforço na vacinação

O Norte de Minas registra, em 2025, números mais altos de hospitalizações e mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) do que os registrados no mesmo período do ano passado. A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros alerta para a importância da imunização contra a gripe como estratégia fundamental de prevenção.

“A vacina é a forma mais eficaz de proteger a população contra as complicações graves da gripe, que podem levar à morte. Além disso, evita a sobrecarga dos serviços de saúde”, explica Agna Soares da Silva Menezes, coordenadora de vigilância em saúde da SRS.

Dados da SRS revelam que, até o momento, foram contabilizadas 962 internações e 33 mortes por SRAG em 2025 — números superiores aos registrados em 2024, quando foram 806 hospitalizações e 26 óbitos. A taxa de incidência também subiu: de 49,98 para 59,65 casos por 100 mil habitantes. Já a letalidade passou de 3,23% para 3,43%.

Conforme o painel epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a faixa etária mais afetada pelas hospitalizações vai de 1 a 9 anos, com 489 registros. Em seguida, estão os idosos, com 277 internações.

As 33 mortes foram distribuídas da seguinte forma:

  • Salinas e Várzea da Palma: 5 óbitos cada
  • Brasília de Minas e Montes Claros: 3 óbitos cada
  • Campo Azul, Janaúba e Rubelita: 2 óbitos cada
  • Espinosa, Fruta de Leite, Jequitaí, Josenópolis, Lontra, Novorizonte, Santo Antônio do Retiro, São Francisco, São João da Ponte, São João das Missões e Varzelândia: 1 óbito em cada município

Diante desse cenário, autoridades de saúde reforçam o apelo para que a população busque os postos de vacinação e mantenha o calendário vacinal em dia, especialmente os grupos mais vulneráveis.

Diovane Barbosa

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