A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Vox Vacua, com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes contra beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pessoas em situação de vulnerabilidade social. A ação ocorreu simultaneamente nos municípios de Espinosa, Verdelândia e Jaíba, no Norte do estado.
Durante a operação, duas pessoas foram presas, incluindo o suposto líder da organização criminosa. Também foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais de bloqueio de contas bancárias, sequestro de veículos e quebra de sigilo bancário e fiscal de oito investigados.
O grupo é suspeito de cometer crimes como estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documentos falsos, comércio ilegal de medicamentos controlados e posse irregular de munições. Um advogado, apontado como responsável pelo braço jurídico das fraudes, foi detido em flagrante.
As investigações revelam que a quadrilha abordava idosos e gestantes em situação de vulnerabilidade, oferecendo empréstimos fraudulentos. Após obter documentos pessoais, assinaturas e fotografias das vítimas, os criminosos abriam contas bancárias em nome delas e desviavam os pagamentos dos benefícios para instituições financeiras onde também atuavam membros do grupo.
Além disso, as contas das vítimas eram usadas como “laranjas”, em transações financeiras realizadas sem o conhecimento dos titulares. Com o uso de procurações obtidas de forma enganosa, o grupo também ajuizava ações judiciais contra bancos, simulando representação legal das vítimas para obter indenizações fraudulentas.
Nos locais de busca, foram apreendidos celulares, computadores, cartões de crédito, procurações em branco, extratos bancários e anotações com senhas de vítimas, além de medicamentos controlados e munições.
O delegado Eujecio Coutrim, responsável pelas investigações, afirmou que as provas serão analisadas para aprofundar o inquérito e identificar outros envolvidos. “Há indícios claros de diversos crimes. A investigação continua para ampliar a responsabilização dos autores”, destacou.
A operação foi coordenada pela chefia do 11º Departamento de Polícia Civil, sob comando do delegado-geral Jurandir César Rodrigues Filho, com apoio da Delegacia Regional de Janaúba, dirigida pelo delegado Ricardo Estevão F. A. do Amaral.