A região Norte de Minas Gerais vive um momento histórico. O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Natural Mundial pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) no último domingo, 13 de julho, durante a 47ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em Paris. A decisão foi unânime entre os 22 países membros do comitê.
A conquista é motivo de comemoração para a Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS), que enxerga no reconhecimento uma oportunidade concreta de impulsionar o turismo regional. O parque está localizado entre os municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, e todos eles devem ser diretamente beneficiados com o aumento da visibilidade e da visitação.
“Todo o Norte de Minas tem de comemorar essa conquista, pois ela abre um leque de oportunidades para potencializar o turismo regional”, destacou o presidente da AMAMS, Ronaldo Soares Mota Dias, prefeito de São João da Lagoa.
O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu é conhecido por sua beleza natural impressionante, com um acervo que inclui grutas, cavernas e pinturas rupestres milenares no majestoso Cânion do Rio Peruaçu. Com esse título, Minas Gerais conquista seu primeiro reconhecimento como Patrimônio Natural Mundial. Até então, o estado contava com quatro patrimônios culturais reconhecidos pela Unesco: os centros históricos de Ouro Preto e Diamantina, o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, e o Conjunto Moderno da Pampulha, em Belo Horizonte.
Agora, o Peruaçu se junta a um seleto grupo de destinos brasileiros com status de Patrimônio Natural Mundial, ao lado de Fernando de Noronha e Atol das Rocas (PE/RN), o Pantanal Mato-Grossense, o Parque Nacional do Iguaçu (PR) e os Lençóis Maranhenses, este último reconhecido também em 2024.
A expectativa é que o título gere novos investimentos em infraestrutura turística, fomente o empreendedorismo local e fortaleça o ecoturismo e o turismo cultural, promovendo o desenvolvimento sustentável e valorizando ainda mais o patrimônio natural e histórico do Norte mineiro.
*Foto: AMAMS