Do milho ao xilindró: polícia prende suspeito de homicídio com drogas escondido no paiol

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apreendeu, nesta quinta-feira (18), um adolescente indígena de 17 anos, suspeito de envolvimento no assassinato de um jovem de 19 anos, ocorrido no município de Jaíba, no Norte de Minas. Além da apreensão pelo homicídio, o menor também foi autuado por ato infracional análogo ao tráfico de drogas.

O crime aconteceu na noite de 14 de junho. De acordo com as investigações realizadas pela 21ª Delegacia de Jaíba e pela 19ª Delegacia de Porteirinha, a motivação foi uma discussão envolvendo ciúmes de uma jovem. A vítima, ao retornar para seu alojamento, foi surpreendida pelo adolescente e atacada com vários golpes de faca. Ferido no tórax e nas costas, o jovem ainda tentou escapar, mas morreu no local antes de receber socorro. O autor fugiu logo após o crime.

Após diligências e oitivas de testemunhas, a Polícia Civil localizou o paradeiro do adolescente na Aldeia Itapicuru, em São João das Missões. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, o suspeito foi encontrado escondido no meio de um monte de milho, dentro de um paiol. No mesmo local, os policiais apreenderam 41 pinos de cocaína prontos para comercialização, um punhal e diversos aparelhos celulares.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Dr. André Brandão, os elementos colhidos ao longo da investigação foram determinantes para confirmar a autoria do ato infracional. “Foi um trabalho conjunto de inteligência, depoimentos, perícias e diligências de campo. A tentativa de fuga e o local onde ele se escondeu demonstram a articulação da família para dificultar a atuação policial”, afirmou.

Após os procedimentos legais, o adolescente foi encaminhado ao Centro Socioeducativo de Montes Claros, onde permanecerá à disposição da Justiça. O inquérito será concluído nos próximos dez dias.

A operação contou com a participação do delegado André Brandão, dos investigadores Cristina, Francielle, Neri, Marlon, Mohramady e Anderson, além do escrivão Eric.

Diovane Barbosa

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