Lula anuncia construção de escolas e investimentos em educação indígena e quilombola durante visita ao Vale do Jequitinhonha

Durante visita ao município de Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, nesta quinta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de investimentos na área da educação voltado para comunidades indígenas e quilombolas. Ao todo, serão construídas 249 escolas e realizadas 22 obras em territórios Yanomami e Ye’Kwana, com recursos que somam R$ 1,17 bilhão, dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O anúncio foi feito durante o I Encontro Regional de Educação Escolar Quilombola do Sudeste, cujo tema foi “Educação, Resistência e Territórios Quilombolas: chão que ensina, escola que germina”. O evento contou com a presença de ministros, lideranças políticas e representantes de comunidades tradicionais.

Um dos destaques da agenda presidencial foi o lançamento da pedra fundamental do primeiro Campus Quilombo do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, que será instalado em Minas Novas. Com investimento estimado em R$ 25 milhões, a nova unidade é mais uma ação voltada à valorização da educação pública e inclusiva.

Em discurso, Lula ressaltou a importância da região, afirmando que o Vale do Jequitinhonha é símbolo de resistência, competência e resiliência. Segundo ele, as ações anunciadas buscam reconhecer o saber popular e valorizar os povos indígenas, quilombolas e os trabalhadores que constroem a região com esforço e dignidade.

Durante o evento, o presidente também assinou portarias que criam duas novas políticas públicas: a Política Nacional de Educação Escolar Indígena e a Política Nacional de Educação do Campo, das Águas e das Florestas (Novo Pronacampo). A primeira promove a educação bilíngue, intercultural e específica para povos indígenas, enquanto a segunda visa garantir o acesso e a qualidade do ensino em áreas rurais e ribeirinhas.

Outras iniciativas anunciadas foram a criação do Programa Escola Nacional Nego Bispo, que busca integrar saberes tradicionais na formação acadêmica, e a implantação de moradias estudantis no Campus Quilombo.

O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou o papel transformador da educação e afirmou que os investimentos atendem à demanda histórica por inclusão: “A educação é o caminho mais potente para transformar o Brasil e garantir justiça social às comunidades que lutam há décadas por direitos.”

Diovane Barbosa

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