Agosto Lilás: Mês reforça combate à violência contra a mulher e mobiliza ações em todo o país

O mês de agosto marca a campanha Agosto Lilás, uma iniciativa nacional de conscientização e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. A mobilização, criada em referência à Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em 7 de agosto de 2006, visa dar visibilidade ao tema e estimular a denúncia de casos de agressão.

Durante todo o mês, órgãos públicos, instituições e movimentos sociais promovem ações educativas, palestras, rodas de conversa, divulgação de canais de denúncia e mobilizações para alertar a sociedade sobre os diferentes tipos de violência que atingem milhares de mulheres brasileiras diariamente — física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra um caso de agressão contra a mulher a cada dois minutos. A violência doméstica, muitas vezes silenciosa, ainda encontra obstáculos como o medo, a dependência financeira e a falta de apoio, que dificultam a denúncia e a ruptura do ciclo de violência.

A campanha Agosto Lilás busca justamente quebrar esse silêncio. Um dos principais objetivos é informar as mulheres sobre seus direitos e os mecanismos de proteção, como as medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha, além de divulgar os canais de atendimento como:

  • Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher

  • Disque 190 – Polícia Militar (em caso de emergência)

  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs)

  • Centros de Referência de Atendimento à Mulher

Além disso, municípios de todo o país têm iluminado prédios públicos com a cor lilás e intensificado campanhas nas redes sociais para ampliar o alcance das mensagens de conscientização.

Especialistas alertam que a luta contra a violência doméstica não deve se restringir ao mês de agosto, mas o período representa uma oportunidade fundamental de engajamento social e fortalecimento de políticas públicas para garantir a segurança, dignidade e liberdade das mulheres.

Diovane Barbosa

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