Um jovem de 23 anos foi indiciado por homicídio após ser preso em flagrante por matar, decapitar e atear fogo no corpo de um homem no município de Ponto Chique, no Norte de Minas. O crime ocorreu no dia 21 de julho deste ano.
A vítima, identificada como Luiz Gonzaga Pereira Prates, de 50 anos, teve a cabeça encontrada dentro de um saco plástico pendurado em uma árvore na zona rural da comunidade Pé da Serra. O restante do corpo estava parcialmente carbonizado dentro da própria casa, ao lado de um machado com vestígios de sangue.
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o autor do crime já havia sido internado compulsoriamente por questões psiquiátricas e, desde o início de 2025, realizava acompanhamento com profissionais de saúde mental. O histórico clínico aponta episódios de isolamento social, dificuldades na comunicação, comportamento retraído e crises psicóticas.
Ainda segundo a PC, a condição psicológica do suspeito será analisada por uma equipe pericial especializada, vinda de Belo Horizonte. Caso a insanidade mental seja confirmada, ele poderá ser transferido para uma instituição de internação psiquiátrica. Até a conclusão da avaliação, ele permanece detido no município de São Francisco.
Durante a abordagem policial, o homem não resistiu à prisão, mas permaneceu em silêncio tanto no momento da detenção quanto durante o depoimento e a transferência para o presídio. Os advogados de defesa relataram que ele apresenta transtornos mentais e segue em tratamento.
O caso veio à tona após o pai do investigado perceber que o filho carregava um saco com manchas de sangue e um volume suspeito. Ao desconfiar de que se tratava de uma cabeça humana, acionou os advogados, que por sua vez comunicaram a Polícia Militar. Os militares, com apoio da perícia, confirmaram a presença da cabeça no interior do saco, pendurado em uma árvore no terreno da família.
Na sequência, os policiais foram até a casa da vítima, onde encontraram o corpo carbonizado na cozinha. Marcas de sangue também foram localizadas próximas a uma cama na sala, indicando que o assassinato pode ter ocorrido ali, sendo o corpo posteriormente levado até a cozinha.
Familiares do suspeito relataram à polícia que, durante um surto ocorrido em 2024, ele teria mencionado ter sido abusado sexualmente por Luiz Gonzaga durante a infância, possível motivação para o crime, segundo os depoimentos.