A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, nesta sexta-feira (15), uma operação para cumprir mandados de prisão, apreensão de menores e busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento no assassinato de um jovem de 20 anos, ocorrido em 8 de julho, em Montes Claros.
A ação teve como objetivo o cumprimento de três mandados de prisão, três mandados de apreensão de menores e sete mandados de busca e apreensão. Durante a operação, dois homens foram presos e dois adolescentes, apreendidos.
“Trata-se de um crime praticado com extrema violência e crueldade, envolvendo pessoas já conhecidas no meio policial por diversos delitos. Nossa equipe trabalhou de forma incansável para identificar os autores e reunir provas que possibilitassem a prisão desses indivíduos. As investigações continuam e outras prisões poderão ocorrer a qualquer momento”, afirmou a delegada Francyelle Drumont.
O crime, segundo as investigações, foi cometido com extrema violência. A vítima foi golpeada com uma enxada e, em seguida, colocada no próprio carro, que foi levado até o bairro Alterosa. No local, os autores atearam fogo ao veículo. O jovem conseguiu sair do automóvel em chamas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. (Veja a fala da Delegada responsável pelas investigações )
Ainda conforme a Polícia Civil, vítima e autores participavam de um esquema criminoso que aplicava golpes virtuais se passando por mulheres em aplicativos e redes sociais. O homicídio teria sido motivado pelo fato de a vítima ter vendido um celular usado no esquema, o que provocou a retaliação.
Entre os detidos nesta sexta-feira está um homem de 37 anos apontado como chefe do tráfico de drogas em uma região de Montes Claros. Todos os envolvidos possuem extensa ficha criminal, com passagens por crimes como tráfico de drogas, latrocínio, homicídio e estelionato. A própria vítima também tinha registros policiais por esses delitos.
Durante a operação, foram apreendidos celulares e aparelhos eletrônicos que serão analisados. Os suspeitos poderão responder por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e utilização de emboscada , além de organização criminosa.
As investigações seguem para identificar e localizar outros possíveis envolvidos no caso.