O Governo de Minas Gerais emitiu, nesta quinta-feira (21/8), a ordem de início para a construção da ponte que ligará os municípios de Manga e Matias Cardoso, sobre o Rio São Francisco, no Norte do estado. A solenidade contou com a presença do governador Romeu Zema e do vice-governador Mateus Simões, realizada em Manga.
A obra será executada pelo consórcio Ponte Francisco, vencedor da licitação conduzida pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Com 1.160 metros de extensão e 13,8 metros de largura, a estrutura será a segunda maior ponte de Minas, ficando atrás apenas da ponte sobre o Rio Paranaíba (1.198 metros).
Além da ponte, o projeto contempla a construção de uma variante de 2.940 metros, conectando a travessia às rodovias MG-401 e MGC-135, e três interseções para acesso a Manga, Matias Cardoso e comunidades vizinhas. No total, serão 4,1 quilômetros de obras, com aplicação de asfalto borracha, produzido a partir de pneus descartados, que aumenta a durabilidade do pavimento e reduz impactos ambientais.
O investimento é de aproximadamente R$ 250 milhões, provenientes do Acordo Judicial de Brumadinho, firmado entre o Governo de Minas, a Vale, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG). A licitação foi realizada na modalidade de grande vulto e é a primeira em Minas a incluir a cláusula de retomada no seguro garantia de execução, prevista na Nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021). O mecanismo assegura que, em caso de descumprimento contratual pela empresa vencedora, a seguradora deverá indenizar o Estado em até 30% do valor da obra ou assumir a execução.
A ponte integra o programa Caminhos pra Avançar, considerado o maior conjunto de obras rodoviárias de Minas nas últimas décadas. A estrutura promete transformar a logística e a mobilidade regional, ao ligar o extremo Norte ao Noroeste do estado, ao Oeste da Bahia e à BR-135. A expectativa é de que a nova ligação impulsione o escoamento da produção agropecuária, gere emprego e renda, melhore o acesso à saúde e educação em polos como Montes Claros e facilite a rotina de trabalhadores e estudantes, especialmente os ligados ao Projeto Jaíba maior projeto público de irrigação em área contínua da América Latina.
Outro impacto esperado é o fortalecimento do turismo no Vale do Peruaçu, recentemente reconhecido como Patrimônio Natural Mundial pela Unesco. Segundo o governo estadual, a obra deve reduzir o tempo de deslocamento, garantir mais segurança viária e proporcionar desenvolvimento econômico e social para toda a região.