A Associação dos Profissionais da Imprensa Mineira (APIM) divulgou, nesta segunda-feira (22), uma nota pública em que condena as ameaças de morte sofridas pelo jornalista Maicon Tavares. O caso gerou grande repercussão entre profissionais de comunicação e acendeu o alerta para a segurança da categoria.
Segundo a entidade, as intimidações representam um ataque direto à liberdade de imprensa, ao Estado Democrático de Direito e à integridade dos trabalhadores da comunicação. “Reforçamos que o exercício do jornalismo deve ser livre, sem intimidações ou censuras”, destacou o comunicado.
A APIM manifestou solidariedade a Maicon Tavares, que já registrou ocorrência junto à Polícia Civil, e cobrou celeridade na apuração do caso. A associação também pediu que sejam garantidas a proteção do jornalista e a responsabilização dos envolvidos.
”Como presidente da APIM, nós vamos exigir, vamos solicitar a polícia civil para que apure os fatos, que após apurar os fatos, que isso seja encaminhado à justiça. Nós não podemos de forma alguma admitir que qualquer um dos profissionais no exercício da sua profissão, por divulgar fatos, seja ameaçado, principalmente ameaças de mortes. A pessoa que tem coragem de comportar dessa natureza, simplesmente, é uma forma de manifestação atentada à democracia, à liberdade de expressão. Se o cidadão, qualquer cidadão que se sinta prejudicado, ofendido por essa, por aquela postagem, deixa daquele profissional, o caminho correto é procurar justiça para esclarecer os fatos. Em relação à ameaça, nós não vamos aceitar de forma alguma, e a APIM vai estar ombreado com a polícia civil. Marcos Tavares pra gente buscar o esclarecimento desse caso e as evidências providências seja por parte da Polícia Civil, seja por parte da Justiça.” Destacou Aldeci Xavier
Para a entidade, qualquer forma de coerção contra profissionais de imprensa constitui um atentado à democracia. “Toda investigação, crítica ou opinião veiculada pela imprensa independentemente da posição política está amparada pela Constituição Federal”, acrescentou a nota.
O documento ainda ressalta a importância da atuação jornalística para a sociedade e reforça a necessidade de segurança não apenas para Tavares, mas para todos os profissionais mineiros e brasileiros que exercem a atividade diariamente.