Eu, às vezes, paro para pensar e fico imaginando como tudo tem a ver com a escrita. Todos os dias temos a oportunidade de escrever nossa história. A vida é como um livro: cada página é um dia, cada linha é uma hora, cada palavra é uma letra. Sempre é possível escrever algo novo, recomeçar, recuperar o tempo perdido tentando escrever algo melhor, tornar-se alguém melhor.
Então, meu leitor, o que você escreveu na sua vida hoje? Espero que para você o dia tenha sido bom. Mas, se não tiver sido, tenha calma: ainda há tempo de escrever algo melhor. Quer fazer um teste? Belisque o seu braço aí. Isso mesmo, belisque. Doeu, né? É porque você está vivo. E se está vivo, ainda há tempo, ainda há esperança. Então, mete um sorrisão no rosto e sobe na garupa da moto filosófica para refletir comigo.
Sabe, meu amigo(a), nos últimos tempos tenho refletido muito sobre o sentido da vida, sobre como ela é, de fato, sofrida e às vezes parece sem sentido. Existe um filósofo alemão chamado Arthur Schopenhauer que, apesar de brilhante, era profundamente pessimista. Em sua obra O Mundo como Vontade e Representação, ele explica que a vida é dor e sofrimento. Está certo, apesar do tom sombrio. Mas eu vou além: se a vida é dor e sofrimento, meu caro Schopenhauer, é preciso encontrar um sentido para isso. Para que vale a pena sofrer?
Penso que, quando bem compreendido, o sofrimento é um motor poderoso que nos impulsiona a fazer o bem, a ajudar quem nos cerca. Costumo analisar personagens, e há um de anime que demonstra perfeitamente o momento em que um homem encontra o sentido de seu sofrimento: a própria família.
Deixe-me contar um pouco da história.
Esse personagem surge como um vilão sanguinário: violento, frio, arrogante e sádico. Trava grandes batalhas contra o protagonista, mas nunca consegue vencer. Ele acreditava que o sentido de tudo era ser o mais forte, o melhor de todos. No entanto, as derrotas dolorosas o mostram que estava equivocado. Pouco a pouco, ele se torna mais calmo, até que encontra o amor de uma bela mulher, com quem se casa e tem um filho. Certa vez, em uma luta para defender sua família e seus amigos de um terrível rival, ele finalmente entende que vale a pena sofrer porque ama. E, nesse momento, sacrifica-se para salvar os outros.
Entendeu, meu caro leitor? Sempre teremos obstáculos, dificuldades, dores e sofrimentos. Mas, se lutamos para ser úteis e melhorar a vida de quem amamos, o sofrimento ganha um sentido.
E, para encerrar a reflexão de hoje, deixo abaixo um testemunho que recebi de um amigo, que não será identificado, mas cujas palavras, espero, toquem o seu coração e tragam um pouco de paz:
“Eu quero crescer e escrever uma história que seja relevante, não tanto para mim, mas para aqueles que me cercam, pessoas que eu amo. Quero ser capaz de oferecer compreensão, bondade, mansidão, sorrisos, abraços, apertos de mão. Quero ajudar sem esperar nada em troca. Quero compreender sem precisar ser compreendido, quero esmagar a minha vontade, esquecer de mim para que outros possam ser felizes através de mim.
Como a árvore frondosa da qual falou o profeta, é assim que tem que ser: ajudar sem ser ajudado, compreender sem ser compreendido e, talvez, amar sem ser amado. Pois não vim a este mundo para esperar nada. É Deus quem age através de mim, e a vontade Dele é que eu seja como um espelho que reflete o Seu Amor. É isso: amadurecer e seguir em frente, sem nunca esquecer que NINGUÉM ME DEVE NADA!”
Com esse testemunho, encerro a coluna de hoje. Desejo-lhe paz e coragem para encarar o sofrimento da vida com alegria. E, enquanto isso, seguimos passeando na moto filosófica, refletindo em versos sobre o mundo.
Até a próxima, gente boa!