Polícia Federal deflagra Operação Olhos de Águia contra abuso e exploração sexual infantojuvenil em Minas Gerais

Durante o cumprimento da medida judicial, foram apreendidos equipamentos de informática e um aparelho celular - Foto: Polícia Federal | Divulgação

A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (01/10), uma operação de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. Batizada de Operação Olhos de Águia, a ação cumpriu um mandado de busca e apreensão em Serra do Salitre (MG), com foco em suspeitas de armazenamento e compartilhamento de material criminoso.

As investigações tiveram início a partir de fatos ocorridos nas cidades de Ibiá e Araxá, no Alto Paranaíba. Durante o cumprimento da medida judicial, foram apreendidos equipamentos de informática e um aparelho celular, que agora passarão por perícia técnica. O objetivo é verificar não apenas a participação do investigado nos crimes já apurados, mas também identificar eventuais conexões com outros delitos e possíveis envolvidos.

Em caso de condenação, a pena pode chegar a 10 anos de reclusão.

Origem do nome da operação

O nome “Olhos de Águia” faz referência ao papel da Polícia Federal em zelar pela proteção integral de crianças e adolescentes. Assim como a ave, sempre atenta e vigilante, a instituição reafirma seu compromisso de agir contra criminosos que utilizam a internet para praticar crimes de violência sexual infantojuvenil.

Esclarecimento sobre terminologia

Embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia” (art. 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente), especialistas e organismos internacionais reforçam que o mais adequado é falar em “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”, por refletirem a gravidade e a dimensão da violência sofrida pelas vítimas.

Alerta e prevenção às famílias

A Polícia Federal aproveitou a operação para reforçar a importância da prevenção. Pais e responsáveis devem acompanhar de perto as atividades online de crianças e adolescentes, orientando sobre o uso seguro de redes sociais, jogos e aplicativos.

Sinais como mudanças repentinas de comportamento, isolamento ou excesso de segredo em relação ao uso do celular e do computador podem indicar situações de risco. O diálogo aberto e a confiança mútua são apontados como ferramentas fundamentais de proteção.

Além disso, é essencial ensinar os jovens a pedirem ajuda sempre que se depararem com contatos suspeitos ou inadequados em ambientes virtuais. A informação e a conscientização são consideradas instrumentos indispensáveis para garantir a segurança e o bem-estar das novas gerações.

Américo Borges

Américo Borges é jornalista formado pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (FUNORTE). Com ampla experiência em comunicação, já atuou em portais de notícias, rádio e também como assessor de imprensa em órgãos públicos. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a informação de qualidade e a valorização do jornalismo regional.

Destaques