Festa Nacional do Pequi chega à 32ª edição com novo formato e programação que une gastronomia, cultura e Cerrado

Montes Claros se prepara para receber, entre os dias 7 e 9 de novembro, a 32ª edição da Festa Nacional do Pequi, o mais tradicional evento gastronômico e cultural do Norte de Minas. A celebração, que consagra a cidade como Capital Nacional do Pequi, ganha neste ano um novo formato e um novo espaço, integrando também a primeira edição do Festival Sabores do Gerais e o Festival Flor de Pequi, em uma programação que exalta os sabores, os saberes e a identidade do Cerrado.

Com entrada gratuita, o evento é uma realização da Cemig e do Governo de Minas Gerais, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com co-realização da Prefeitura de Montes Claros e produção da Nossa Senhora das Produções.

Gastronomia, arte e identidade geraizeira

A nova concepção da festa reforça o protagonismo da culinária tradicional, do artesanato e dos frutos do Cerrado, unindo arte, sustentabilidade e economia criativa. A programação inclui apresentações de Tuia e Guarabyra, Pereira da Viola, A Outra Banda da Lua, Orquestra Mineira de Viola, Lundu Sapateado Caipira, Pedro Tommaso e Pequi Trio, entre outros artistas.

A Avenida Viriato Ribeiro, ao lado do Parque Cândido Canela, será o principal palco da celebração, transformando-se em um grande cenário que homenageia as cores e a biodiversidade do Cerrado. O público poderá visitar o Espaço Flor de Pequi, dedicado ao fruto símbolo da festa, com áreas gastronômicas, oficinas e atividades interativas.

A secretária municipal de Cultura e Turismo, Júnia Velloso Rebello, destaca que a festa une tradição e contemporaneidade:

“A Festa Nacional do Pequi se reafirma como uma grande propagadora da nossa identidade cultural. Ela traz a riqueza das nossas expressões culturais mais legítimas, abre espaço para a inovação e valoriza nossas raízes.”

O superintendente da Cemig no Norte de Minas, Fabiano Mendonça, reforça o papel da empresa como incentivadora da cultura mineira:

“A Cemig tem o compromisso de democratizar o acesso à arte e apoiar as diferentes expressões culturais do estado, fortalecendo o patrimônio e as memórias do povo mineiro.”

Sustentabilidade e experiências do Cerrado

O evento também aposta em ações voltadas à preservação ambiental e ao uso sustentável dos recursos do Cerrado. O Espaço Ecossistema do Pequi, coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, apresentará uma mostra interativa sobre a importância do fruto e do bioma, além da distribuição de mudas e oficinas temáticas.

Segundo o secretário Fabiano Oliveira,

“Mais do que um evento, a festa é a expressão viva da tradição e da cultura de Montes Claros. É um encontro de gerações em torno do pequi, símbolo das nossas raízes e da riqueza regional.”

Economia criativa e turismo

A Pequizaria reunirá empreendedores que utilizam o pequi como inspiração para produtos alimentícios, cosméticos e artesanais. O Festival Sabores do Gerais celebrará outros frutos do Cerrado — como umbu, buriti, baru, mangaba e maracujá-do-mato —, valorizando a culinária geraizeira e o trabalho de produtores locais.

Para Sarah Melo, coordenadora do projeto Sabores do Gerais,

“Unir tradição e inovação é reafirmar a identidade gastronômica do Norte de Minas. O projeto consolida Montes Claros como referência da cozinha geraizeira.”

O Mercado Municipal, conhecido como Casa da Cozinha Geraizeira, também ganha destaque com a inauguração de um Espaço Cultural e a exposição fotográfica Faces do Mercado, de Neto Macedo, além de apresentações musicais e o tradicional Encontro de Violeiros.

Música e encerramento

A programação musical se estende por três dias, com shows distribuídos em dois palcos — o Palco Flor de Pequi e o Palco Sabores do Gerais. O encerramento, no domingo (9), será marcado pelo espetáculo “Tuia e Guarabyra: Um Encontro de Gerações no Rock Rural”, revisitando clássicos como Sobradinho, Dona e Paisagem na Janela.

Com uma proposta que une gastronomia, cultura, sustentabilidade e economia local, a 32ª Festa Nacional do Pequi promete transformar Montes Claros em um verdadeiro celeiro de sabores, sons e histórias do Cerrado mineiro.

Diovane Barbosa

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