A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS), que reúne 96 municípios do Norte de Minas Gerais, enviou ofícios ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao Governador de Minas Gerais, Romeu Zema, solicitando medidas emergenciais para mitigar os impactos da seca extrema que assola a região.
A estiagem prolongada tem provocado perdas severas na agricultura, mortandade de rebanhos, esgotamento de reservatórios e redução drástica da produção agropecuária. Com a situação se agravando mês após mês, diversos municípios decretaram situação de emergência, e os prejuízos já somam cifras milionárias, afetando diretamente a subsistência de milhares de famílias rurais.
Nos documentos enviados aos governos estadual e federal, a AMAMS pede:
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Perdão total ou parcial das dívidas rurais, especialmente para pequenos e médios produtores;
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Criação de um programa especial de renegociação com prazos ampliados e encargos reduzidos;
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Implementação de políticas emergenciais de apoio à produção rural, incluindo crédito subsidiado, distribuição de insumos e recuperação de pastagens.
Para o presidente da entidade e prefeito de São João da Lagoa, Ronaldo Soares Mota Dias, a situação exige resposta imediata. “O Norte de Minas vive uma crise silenciosa, mas devastadora. A seca tem comprometido a economia regional e a dignidade de milhares de famílias. Precisamos de ações concretas e imediatas dos governos estadual e federal para garantir a sobrevivência do nosso povo e a continuidade da produção rural”, afirmou.
A entidade segue acompanhando os efeitos da estiagem e reforça que, sem apoio emergencial, os danos econômicos e sociais podem se ampliar nos próximos meses.