Como parte de uma grande mobilização estadual contra a falsificação e adulteração de bebidas alcoólicas, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) intensificou, ao longo de 40 dias, suas frentes investigativas dentro da operação Baco. A ação integrou forças de segurança estaduais e federais e contou com levantamentos de inteligência e fiscalizações coordenadas pelo Governo de Minas.
Durante o período, a PCMG instaurou 17 inquéritos policiais, realizou nove prisões em flagrante e reuniu laudos técnicos de órgãos parceiros, reforçando o conjunto de provas para responsabilizar criminalmente os suspeitos envolvidos em contrabando e adulteração.
Tema complexo e multifacetado
A delegada Elyenni Celida da Silva, da Delegacia Especializada em Defesa do Consumidor, explicou que o crime de adulteração de bebidas envolve diversas etapas e exige atuação integrada.
“A fraude em bebida possui diferentes nuances. Trabalhamos com laudos administrativos anexados aos inquéritos, procedimentos que envolvem a Polícia Civil e também a Polícia Federal”, afirmou.
Segundo Elyenni, os investigados podem responder por vários crimes, com penas que ultrapassam oito anos de prisão, especialmente quando há indícios de organização criminosa ou lavagem de dinheiro.
Fiscalizações e apreensões
Paralelamente às investigações, a operação fiscalizou 522 estabelecimentos, abordou 447 pessoas e resultou na prisão de 18 adultos, além da apreensão de um adolescente por irregularidades no comércio de bebidas.
Os agentes apreenderam 1.204 recipientes, totalizando 182.847,72 litros de bebidas, e inutilizaram outros 3.958 recipientes considerados irregulares.
Ações educativas
A operação também contou com um forte caráter preventivo. Sete ações educativas orientaram consumidores sobre como identificar sinais de adulteração e os riscos à saúde decorrentes do consumo de bebidas falsificadas, alcançando cerca de 1.200 pessoas.
Atuação integrada
A operação Baco reuniu esforços de diversas instituições, entre elas a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal, Polícia Federal, Vigilância Sanitária, Ministério Público e outros órgãos de fiscalização.
A mobilização reforça o compromisso do Estado em coibir práticas ilegais, proteger a saúde da população e garantir a segurança no comércio de bebidas em Minas Gerais.