A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na última sexta-feira (28/11), a operação Lux Fracta, que mira uma organização criminosa envolvida em furtos qualificados de máquinas agrícolas pesadas, equipamentos de usinas solares e materiais de alto valor. O grupo atuava principalmente nas regiões de Buritizeiro e Pirapora, no Norte de Minas, e também em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
A ação cumpriu oito mandados de busca e apreensão, resultando na coleta de diversos materiais considerados fundamentais para o avanço das investigações. Entre os itens recolhidos estão cinco celulares, quatro chips telefônicos, cinco chaves e cadeados de máquinas agrícolas, uma caixa de drone, uma fonte estabilizadora, uma máquina de cartão, além de documentos e equipamentos eletrônicos.
Durante o cumprimento de um dos mandados, em Uberlândia, a polícia prendeu em flagrante um dos alvos, mas por crime ambiental, ampliando o escopo das responsabilizações.
Investigação aponta alto nível de especialização
As investigações tiveram início após uma série de furtos registrados ao longo do ano. O grupo é suspeito de subtrair maquinários pesados, como trator-esteira e caminhões, além de grandes quantidades de cabos de cobre utilizados por empresas responsáveis pela implantação de parques solares e por distribuidoras de cabeamento em torres de alta tensão.
De acordo com a PCMG, os criminosos demonstravam elevado conhecimento técnico, tanto na operação do maquinário das vítimas quanto nas rotinas de segurança dos locais invadidos. Em alguns casos, utilizavam pás-carregadeiras das próprias obras para movimentar materiais furtados, que eram transportados nos caminhões das empresas. A investigação também identificou uma divisão clara de funções, envolvendo executores, operadores de máquinas e receptadores, evidenciando uma estrutura criminosa organizada.
Próximos passos da operação
A operação Lux Fracta segue em andamento. A Polícia Civil trabalha agora para identificar outros possíveis integrantes da organização, recuperar bens furtados e estabelecer a real dimensão dos prejuízos causados às empresas do agronegócio e do setor de energia solar na região.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Buritizeiro, com apoio da 4ª Delegacia Regional de Pirapora.
Origem do nome
O nome “Lux Fracta” faz referência direta ao foco principal dos crimes: os equipamentos utilizados em usinas de energia solar. A expressão simboliza a “fragmentação da luz”, relacionando metaforicamente o rompimento do fluxo energético ao desmantelamento da organização criminosa.
A PCMG reforça que novas fases da operação poderão ser desencadeadas conforme o avanço das investigações.