
O ano de 2025 foi marcado por uma agenda intensa de debates, fiscalizações e articulações na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Sob a presidência do deputado Arlen Santiago, o colegiado fortaleceu o diálogo com as regiões, ampliou a escuta de gestores e profissionais e reafirmou o compromisso com o acesso, a qualidade e o acompanhamento das políticas públicas de saúde em Minas Gerais.
A abertura oficial dos trabalhos ocorreu em fevereiro, durante a 1ª Reunião Especial, quando Arlen Santiago foi eleito presidente da comissão e o deputado Doutor Wilson Batista, vice-presidente. Na ocasião, ficou definido que as reuniões ordinárias seriam realizadas às quartas-feiras, às 10h.
A primeira grande agenda externa do ano aconteceu em março, no município de Bocaiuva, durante a 2ª Reunião Extraordinária da comissão. Requerido pelo presidente, o encontro debateu a implantação de leitos de CTI no Hospital Dr. Gil Alves, uma demanda considerada urgente para a microrregião. O parlamentar defendeu que o município não pode continuar sem o serviço e mobilizou autoridades e lideranças em busca de avanços concretos.
Ao longo de 2025, a comissão também se destacou por discutir temas estruturantes, como a autonomia médica, a qualidade dos cursos de medicina e a execução orçamentária da Secretaria de Estado de Saúde. Entre as prioridades estiveram ainda a expansão da atenção básica, o aumento das cirurgias eletivas e o enfrentamento das síndromes respiratórias.
Entre as audiências de maior repercussão esteve o debate sobre a realização de mamografia a partir dos 40 anos, proposta apresentada pelo presidente da comissão. A medida foi defendida como essencial para reduzir a mortalidade por câncer de mama. Outro tema acompanhado de forma permanente foi o avanço da doença de Chagas no Norte de Minas, com foco em prevenção, diagnóstico e tratamento.
Outro ponto de destaque foi a audiência pública realizada no Hospital Universitário Clemente de Faria, em Montes Claros. O encontro discutiu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 42/24, de autoria coletiva, que busca permitir o envio direto de emendas parlamentares ao hospital. Segundo o presidente da comissão, a proposta é estratégica para corrigir distorções no financiamento hospitalar e fortalecer a unidade, referência para o Norte de Minas.
Além disso, a Comissão de Saúde acompanhou e promoveu debates sobre oncologia, diabetes tipo 1, suporte básico à vida, violência contra profissionais de saúde, o funcionamento do SAMU, doenças dermatológicas e políticas de prevenção no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
A última audiência pública do ano tratou da repactuação da cardiologia em Sete Lagoas. Durante o debate, foi defendida a manutenção e o fortalecimento do serviço de excelência prestado pelo Hospital Nossa Senhora das Graças, com a garantia de que o futuro Hospital Regional atue de forma complementar, sem prejuízo à população.
Ao fazer um balanço das atividades de 2025, Arlen Santiago destacou os avanços alcançados e reforçou o compromisso do colegiado com a saúde pública mineira. “Encerramos 2025 com muito trabalho realizado e avanços importantes para a saúde dos mineiros. Ouvimos as regiões, enfrentamos debates urgentes e buscamos soluções para demandas históricas. Defendemos a modernização da regulação do SUS e o fortalecimento do Hospital Universitário de Montes Claros. Seguiremos, em 2026, fiscalizando, propondo e trabalhando por uma saúde pública mais justa e eficiente para toda Minas Gerais”, concluiu.