O novo salário mínimo começa a valer em todo o Brasil nesta quinta-feira (1º), com o piso nacional fixado em R$ 1.621. O valor foi oficializado por decreto do governo federal e representa um reajuste de R$ 103 em relação ao mínimo anterior, que era de R$ 1.518, correspondendo a um aumento de aproximadamente 6,8%.
A correção levou em conta a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada nos últimos 12 meses, além do crescimento da economia, conforme a política de valorização do salário mínimo adotada pelo governo. Com o novo valor, a diária de trabalho passa a ser de R$ 54,04, enquanto a hora trabalhada sobe para R$ 7,37.
O reajuste impacta diretamente milhões de brasileiros, não apenas trabalhadores que recebem o piso salarial, mas também beneficiários de programas e direitos vinculados ao mínimo, como aposentadorias e pensões do INSS, seguro-desemprego, abono salarial e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Apesar de o novo salário já estar em vigor, o pagamento com o valor reajustado deve ocorrer a partir de fevereiro, seguindo o calendário regular de salários e benefícios. Especialistas avaliam que o aumento pode contribuir para a melhoria do poder de compra da população e estimular o consumo, com reflexos positivos na economia ao longo do ano.