Versos sobre o Mundo: Depois da poeira, ainda há um horizonte

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Caros leitores da Coluna Versos sobre o Mundo, estamos no início de um novo ano. Esta é a nossa primeira coluna de 2026 e espero, sinceramente, que todos vocês tenham tido uma ótima virada de ano. A minha foi muito boa, embora eu tenha sido acometido por uma febre bastante forte. Tirando isso, foi tudo excelente.

Estamos apenas no dia 12 de janeiro e, nesta época, é comum fazermos metas, planejamentos e traçarmos objetivos para essa nova volta da Terra ao redor do Sol. E você, já fez o seu planejamento? Então, como você já sabe, sobe na garupa da moto filosófica e vem comigo refletir em Versos sobre o Mundo.

Este jornalista que vos escreve esteve recentemente na cidade de São João das Missões. Para quem conhece, trata-se de um município localizado no extremo Norte de Minas Gerais. É um bom lugar para se viver, com gente acolhedora e humilde. Recomendo a visita. Aliás, no meio do ano acontece por lá a tradicional festa de São João. Estive presente no ano passado e vale muito a pena conhecer.

Aproveito para deixar um abraço especial para a querida Magaly, uma moça muito simpática que trabalha e mora na cidade, mas é natural de Itacarambi, lugar que também desejo visitar em breve.

Dito isso, vamos ao tema.

Você já parou para pensar que fazemos muitas metas e objetivos, mas raramente nos lembramos de agradecer? Algumas coisas nos são dadas gratuitamente, sem a necessidade de planejamento ou esforço. Repare bem: se você virou o ano e acordou com saúde, isso já é um grande motivo de gratidão. Se, ao se arrumar para o trabalho em uma manhã qualquer, você vê seu pai, já idoso, levantar da cama com saúde mais uma vez, isso é o milagre da vida se repetindo. Não há dinheiro na face da Terra que pague isso. Agradeça.

Sou adepto da organização. Nós não apenas podemos, como devemos ter metas, objetivos e sonhos, claro, com os pés no chão, para não planejar coisas inatingíveis ou até bobas e depois se frustrar. Mas existe uma meta que devemos carregar diariamente: observar um pouco ao nosso redor e perceber que, a todo momento, temos muito a agradecer.

Veja: o sol da manhã, o passarinho que canta na janela, aquele livro que você tanto queria e finalmente conseguiu comprar, o sorriso de uma criança, ouvir a voz do seu pai, abraçar o seu filho, a sua saúde, e tantas outras coisas simples, porém imensas.

Certa vez, acompanhava uma entrevista e ouvi algo que me marcou profundamente. O entrevistado dizia, mais ou menos assim: “Certas coisas são como dar um beijo na sua mãe ou um abraço no seu pai.” E não é verdade, meu leitor? Como é digno de gratidão cada momento em que podemos estar com nossos pais. Já parou para pensar que muitos não têm essa oportunidade? Agradeça.

Nesta coluna, já falei algumas vezes sobre aproveitar o tempo, sobre não permitir que a correria e o uso excessivo do celular nos deixem com o olhar anestesiado. Temos muito a agradecer, basta olhar em volta. Até existe uma música daquela banda que eu confesso não gostar muito, que diz algo como: “Se a vida te sorriu, por que não sorrir de volta? Você nunca olha a sua volta.” Parece que o nome da música é Acima do Sol. Pesquise depois, se quiser.

Talvez você esteja um pouco confuso com tantas palavras, mas o que desejo lhe alertar é para que perceba o milagre que é a vida. Há uma infinidade de coisas com valor incomensurável que, muitas vezes, passam despercebidas. Observe com calma e você vai notar.

Eu sei: a vida não é um conto de fadas. Como canta Guilherme de Sá, da banda Rosa de Saron: “A vida é mais que um mero poema, ela é real.” Fica aqui a citação da música Mais que um mero poema. Aproveito para mandar um abraço especial ao amigo João Gabriel, fã do Rosa de Saron.

Isso significa que, no dia a dia, enfrentaremos problemas, dificuldades, frustrações, tristezas e lágrimas. Mesmo assim, os motivos para agradecer são maiores. As dificuldades passam, elas sempre passam.

Não conheço você, não sei nada sobre a sua história. Talvez você esteja lendo esta coluna em meio a uma situação difícil: talvez tenha perdido um ente querido, esteja desempregado(a), sofrendo perseguição no trabalho, preocupado(a) com um filho que se envolveu em coisas erradas, enfrentando dívidas, ou lidando com o fim de um relacionamento. Talvez, neste exato momento, você esteja derramando lágrimas. Eu não convivo com você, mas sei de uma coisa: a vida, ainda que sofrida, é bela e vale a pena ser vivida. Sempre vale a pena. E até pelas dificuldades, devemos agradecer.

Como costuma dizer um grande amigo meu, Alceu Flávio: “Existem dias cheios de dor, dias cheios de sombra, dias cheios de poeira. Mas logo depois vêm os dias cheios de sol, de sorrisos e de alegria.” Concordo plenamente e deixo aqui um grande abraço a ele.

Isso me lembra aquela música do Leonardo, que diz: “Me deu a certeza que no fim vou vencer todas as dificuldades, muralhas, barreiras… Depois da poeira, um lindo horizonte vai aparecer.” Só para registrar a citação, o nome dessa música é Mano, e foi lançada em 1999. Você compreendeu, meu leitor?

Para encerrar nossa coluna de hoje, cito um trecho da Bíblia, escrito pelo apóstolo Paulo: “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes, em tudo, sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus, pela oração e súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:6–7)

Lembre-se, meu leitor: temos muito a agradecer. Portanto, levante a cabeça, abra um sorriso e vamos viver o novo ano que Deus nos concedeu. Como dizem por aí: 2026 é nosso!

Seja grato(a). Desejo que você seja feliz. Obrigado por caminhar comigo até aqui.

Fique com o meu abraço e vamos continuar essa viagem na moto filosófica.

Até a próxima segunda-feira, gente boa!

Américo Borges

Américo Borges é jornalista formado pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (FUNORTE). Com ampla experiência em comunicação, já atuou em portais de notícias, rádio e também como assessor de imprensa em órgãos públicos. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a informação de qualidade e a valorização do jornalismo regional.

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