O ônibus que tombou na Serra de Francisco Sá, no Norte de Minas, na noite de quarta-feira (21), operava de forma clandestina e não possuía autorização para realizar transporte interestadual de passageiros. A informação foi confirmada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O acidente deixou cinco pessoas mortas, entre elas um bebê, além de nove feridos em estado grave.
O veículo havia saído de Arapiraca, em Alagoas, com destino a Itapema, em Santa Catarina, quando tombou às margens da BR-251, na altura do km 474,8, em um trecho de curva e declive na Serra de Francisco Sá. As vítimas fatais morreram ainda no local, e as identidades não foram divulgadas.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), há indícios de que o ônibus apresentou falha no sistema de frenagem, o que impediu o motorista de controlar a velocidade do veículo antes do tombamento.
Relatos de passageiros sobreviventes reforçam a suspeita de problemas mecânicos. Um deles afirmou que o ônibus apresentava falhas desde o início da viagem e que, mesmo assim, o trajeto seguiu normalmente. Segundo o passageiro, durante uma parada, apenas os pneus teriam sido verificados, sem a correção de problemas mais graves. Ao descer a serra, o veículo teria perdido totalmente os freios.
Em nota, a ANTT informou que tanto o ônibus quanto a empresa responsável não possuem registro ativo no Sistema de Habilitação de Transporte de Passageiros (SisHAB), nem o Termo de Autorização de Fretamento (TAF), documentos obrigatórios para esse tipo de operação. A Agência destacou ainda que o veículo acumula cerca de 30 autuações entre 2025 e 2026, sendo a maioria por evasão de postos de pesagem e irregularidades no transporte rodoviário, além de já ter sido apreendido em outubro de 2025.
A ANTT reforçou que o transporte clandestino é passível de multas, apreensão do veículo e outras penalidades administrativas, e orientou que passageiros verifiquem a regularidade das empresas antes de viajar. Informações podem ser obtidas pelo telefone 166.