A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (30/1), a operação Ozark no município de Porteirinha, no Norte de Minas, com apoio da Polícia Militar (PMMG). A ação teve como foco o combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas, à associação criminosa, à lavagem de dinheiro e à posse e circulação de armas de fogo ilegais.
Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão e dez mandados de busca e apreensão. Ao todo, sete pessoas foram presas, sendo duas delas em flagrante por tráfico de drogas e porte ilegal de arma e munições. Também houve o sequestro de dez veículos, de um imóvel e o bloqueio de valores financeiros ligados aos investigados.
Além disso, os policiais apreenderam dinheiro em espécie, notebooks, celulares e outros equipamentos eletrônicos, materiais considerados fundamentais para o avanço das investigações, atingindo diretamente o núcleo operacional e financeiro da organização criminosa.
Investigação
De acordo com o delegado André Brandão, responsável pelas investigações, o trabalho foi conduzido pela equipe da Delegacia de Polícia Civil de Porteirinha. As apurações apontaram que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas, hierarquia definida e mecanismos sofisticados de ocultação patrimonial e financeira.
“As investigações revelaram uma organização criminosa com atuação bem definida e estratégias para dissimular a origem ilícita dos recursos”, destacou o delegado.
As ações ocorreram de forma simultânea nos municípios de Porteirinha, Janaúba e Montes Claros, evidenciando a atuação regional do grupo e a capacidade de integração da PCMG em diferentes localidades.
Em um dos endereços alvos da operação, foram localizadas armas de fogo com numeração suprimida, algumas com modificações que permitiam o funcionamento automático, além de grande quantidade de munições e drogas.
Segundo o delegado, o material apreendido reforça o alto grau de periculosidade do grupo e a existência de uma estrutura armada voltada à sustentação das atividades criminosas.
A operação mobilizou 15 policiais civis, com equipes de Porteirinha, Janaúba e Montes Claros.
O nome Ozark faz referência a ambientes em que o crime se oculta sob aparência de normalidade, utilizando empresas, bens e relações cotidianas como fachada para a lavagem de dinheiro e manutenção de estruturas ilícitas, conforme retratado em uma conhecida série de ficção norte-americana.
As investigações seguem em andamento, com a análise detalhada do material apreendido, o que pode resultar em novos desdobramentos. Os presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.