Olá, meus queridos leitores!
Espero que todos estejam bem e felizes, assim como eu estou feliz.
Chegamos ao início de mais uma semana, e esse é sempre um tempo favorável. E você deve estar se perguntando: “Favorável para quê?”
Eu te explico: para refletirmos sobre a nossa vida. Muitas vezes, pensamos que só devemos refletir no fim do ano ou quando estamos em algum encontro da Igreja. Na verdade, meus amigos, todos os dias são boas oportunidades para refletir e buscar um caminho melhor. Ou você não acha, meu leitor?
Se ontem deu errado, hoje pode ser melhor. Por isso, jamais desanime: sempre é tempo de recomeçar. Lute e nunca desista!
Eu não te conheço. Talvez você esteja lendo esta coluna em meio a uma situação difícil, mas te convido a parar um pouco, pensar nem que seja por cinco minutos e, enfim, compreender que a vida é bela e boa. Mesmo em dias sombrios, há esperança, beleza e vida.
Levante-se, pois, como alguém já disse: “Apenas a chama de uma única vela já é suficiente para afastar as sombras”. Sorria, pois um dia sem sorrisos é um dia perdido.
Então, vem comigo. Sobe na garupa da moto filosófica e vamos conversar.
Dessa vez, vou contar uma história para tentar te fazer pensar em como a sua vida é especial. Todo indivíduo, seja quem for, tem uma missão nesta Terra. Todo indivíduo, por mais simples que seja, é único e especial. Vamos nessa!
Em uma tarde ensolarada, dois homens conversavam. Talvez fosse um domingo, mas não há como ter certeza. Eram pai e filho.
O pai era um homem severo, dedicado ao trabalho, até de forma bastante obcecada. Parecia ter sido treinado para ser um escravo do próprio ofício. Acordava cedo e trabalhava sem parar. Muitas vezes isso era necessário; outras, era apenas paranoia da sua cabeça. E ele sempre dizia ao filho, ou a quem quer que fosse:
“É preciso trabalhar muito e trabalhar pesado. O sentido da vida é esse.”
Uma frase comum para um homem de pouco estudo e, para falar a verdade, que também nunca buscou se informar, estudar ou crescer intelectualmente. Tudo o que ele enxergava na vida era o trabalho manual. O pior é que vivia a criticar os outros. Para ele, se não pegasse peso e não terminasse o dia extremamente esgotado, aquilo não era trabalho. Todo o resto era coisa de preguiçoso, ao menos na cabeça dele.
Esse homem tinha em torno de 50 anos, relativamente jovem. Seu filho, um rapaz de 25, era dedicado aos estudos, religioso, preocupado com as coisas de Deus e também trabalhador. No entanto, não exercia um “serviço pesado”, como o pai. Era chefe de escritório.
O pai, que trabalhava na construção civil, vivia a criticá-lo:
“Você deveria parar de fingir que trabalha e vir trabalhar de verdade aqui comigo.”
Ele não conseguia, ou não queria, compreender o trabalho do filho.
O jovem, porém, não revidava. Mantinha-se calmo e reflexivo. Tentava explicar ao pai que todo trabalho digno é uma forma de garantir o sustento. Dizia também que era preciso viver para além do trabalho, que todo ser humano é único e possui uma missão nesta Terra.
Mas o pai não entendia. Achava que o filho estava ficando doido, com problemas mentais. Ainda assim, o rapaz respondia:
“Nós temos uma missão, sim. E todos temos.”
Meu caro leitor, muitas vezes vivemos tão preocupados com o nosso trabalho que deixamos de observar tudo ao nosso redor. Não somos mais capazes de perceber a beleza de cada dia, e a vida acaba se tornando apenas um amontoado de horas e minutos sem sentido. Viramos meros executores de tarefas e esquecemos que somos alguém.
Outras vezes, somos criticados e desvalorizados, como o pai fazia com o filho. Ele desvalorizava o trabalho do outro porque já não era mais capaz de enxergar além de si mesmo, não conseguia ver a um palmo do próprio nariz.
Essa reflexão pode ser dura, mas é necessária: será que nós também não estamos anestesiados diante da vida? Será que não estamos focados apenas em um serviço, achando que ele é o suprassumo da existência, e esquecendo a nossa missão?
E então vem aquele pensamento: “Mas qual é a minha missão?”
Bom, cada pessoa é única. Cada pessoa tem um caminho. O seu é diferente do meu. Mas, dentro do nosso cotidiano, talvez a missão seja olhar para o outro com mais misericórdia e menos crítica; sem tentar transformar o próximo em um objeto ao qual ditamos o que deve ou não fazer.
É claro que devemos sempre buscar viver bem, mas sem pisar em ninguém. É assim: ao nos perdermos em ajudar e compreender o próximo, encontramos o nosso próprio caminho, a nossa própria missão.
Eis aí um bom motivo para viver. Um bom motivo para sorrir!
Pois que motivo maior existe para sorrir do que estar vivo?
É isso, meus amigos!
Obrigado por viajar até aqui comigo. Volto na próxima coluna, se Deus quiser. Fique bem.
Ah, e não vá cair por aí, hein? Estamos em época de carnaval, um tempo que provoca todo tipo de queda… mas isso é assunto para outro dia.
Até a próxima, gente boa!