Depois de uma reunião realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, 12, o ministro Dias Toffoli solicitou seu afastamento da relatoria do inquérito que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
O encontro, solicitado pelo presidente da Corte, Edson Fachin, analisou o relatório da Polícia Federal (PF) que registra referências ao nome de Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O aparelho foi recolhido durante operação de busca e apreensão, e o conteúdo mencionado permanece sob segredo de Justiça.
Em comunicado oficial, os ministros do STF declararam apoio a Toffoli e afirmaram não haver elementos que justifiquem suspeição ou impedimento. A Corte ressaltou ainda que o ministro atendeu a todas as solicitações feitas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
O texto também esclarece que o afastamento ocorreu por iniciativa do próprio magistrado, que encaminhou os autos à Presidência para garantir a livre redistribuição, conforme prevê o regimento interno e em atenção aos interesses institucionais.
A reunião teve duração aproximada de três horas. Durante o encontro, além de tomarem conhecimento do teor do relatório da PF, os ministros ouviram a defesa de Toffoli, que inicialmente manifestou interesse em permanecer à frente do caso. Contudo, diante da repercussão pública e das críticas relacionadas à sua permanência na relatoria, o ministro optou por deixar a condução do inquérito.
As críticas surgiram após reportagens indicarem que a Polícia Federal teria identificado possíveis irregularidades em um fundo de investimento vinculado ao Banco Master. A nota oficial está disponível no site do STF.