O número de acidentes elétricos no Brasil cresceu 7,5% no primeiro semestre de 2025, segundo levantamento da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel). Ao todo, foram registrados 1.168 ocorrências no período. Em Minas Gerais, o estudo aponta 110 acidentes, com 17 mortes provocadas por choques elétricos.
Em decorrência do grande número de acidentes elétricos, a Cemig fez um alerta para situações comuns dentro de casa que, por fazerem parte da rotina, acabam sendo subestimadas, mas representam riscos reais à segurança das famílias.
Entre os principais perigos está retirar roupas da máquina de lavar enquanto o equipamento ainda está ligado à tomada. Como se trata de um ambiente úmido, o risco de choque elétrico aumenta, especialmente em casos de falha no aterramento ou ausência do dispositivo Diferencial Residual (DR), obrigatório em áreas molhadas.
Outro hábito perigoso é o uso de benjamins ou “T’s” para ligar vários aparelhos em uma mesma tomada. A sobrecarga pode aquecer a fiação, provocar curtos-circuitos e causar incêndios, sendo uma das principais causas de ocorrências em residências.
A companhia também chama atenção para o uso de celulares e tablets enquanto estão carregando. Além do risco de choque, o superaquecimento dos aparelhos pode provocar incêndios, principalmente quando o carregamento ocorre sobre sofás, camas ou próximo a cortinas.
Ligar equipamentos de alta potência, como chuveiros, micro-ondas, fritadeiras elétricas, ar-condicionado e aquecedores, em redes incompatíveis também aumenta o risco de incêndios devido ao aquecimento excessivo da fiação. O problema se agrava em imóveis com instalações elétricas antigas ou sem manutenção periódica, que muitas vezes não suportam a demanda atual de aparelhos.
De acordo com a Cemig, a prevenção passa por medidas simples, como revisar regularmente a instalação elétrica, evitar improvisações, utilizar equipamentos certificados, instalar o dispositivo DR e contratar profissionais qualificados para qualquer intervenção.
“Segurança no uso da energia elétrica não é um ato pontual. É um hábito que salva vidas”, destaca o gerente de Saúde e Segurança Corporativa da companhia, José Firmo do Carmo Júnior.