O influenciador digital Hytalo José Santos Silva, conhecido nas redes sociais como Hytalo Santos, e o marido dele, Israel Vicente, foram condenados em primeira instância pela Justiça da Paraíba por exploração de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba no sábado (21) e confirmada publicamente no domingo (22) pela defesa.
O processo tramita sob segredo de Justiça, o que impede a divulgação de detalhes sobre a sentença. O advogado do casal, Sean Kompier Abib, confirmou a condenação e informou que a defesa vai recorrer da decisão.
Em nota, a assessoria jurídica de Hytalo e Israel criticou o entendimento da Justiça e afirmou que, ao longo da instrução processual, foram apresentados argumentos, provas e depoimentos, inclusive de testemunhas indicadas pela acusação, que segundo a defesa, afastariam as acusações. O comunicado sustenta que a sentença teria desconsiderado elementos relevantes do processo.
Nas redes sociais, a influenciadora Kamyla Maria, conhecida como Kamylinha e apontada como filha adotiva de Hytalo, declarou que a condenação seria resultado de racismo e homofobia. Em publicação, ela afirmou que o casal estaria sendo alvo de preconceito e disse confiar que a Justiça poderá rever a decisão.
Mesmo após a sentença em primeira instância, segue previsto para terça-feira (24) o julgamento de um pedido de habeas corpus relacionado ao caso.
Natural da Paraíba, Hytalo ganhou projeção nacional ao produzir vídeos em que reunia jovens em uma residência apresentada como “mansão”, exibindo a rotina do grupo nas redes sociais. Ele costumava se referir aos participantes como “crias” e “filhos”. Somados, os perfis dele acumulam milhões de seguidores. Apenas no YouTube, o canal ultrapassava 7 milhões de inscritos.
O caso ganhou grande repercussão depois de denúncias públicas feitas pelo youtuber Felca, que questionou a exposição de menores nos conteúdos publicados pelo influenciador. Em agosto de 2025, Hytalo foi preso em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo, no contexto das investigações.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o tamanho da pena ou eventual início de cumprimento da condenação, já que a decisão ainda cabe recurso.