Fortes chuvas na Zona da Mata deixam mortos e mobilizam apoio federal em Minas Gerais

Juiz de Fora: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

As intensas chuvas que atingem a Zona da Mata mineira desde a noite de segunda-feira (23) deixaram um rastro de destruição, ao menos 22 pessoas mortas e centenas de moradores desabrigados, além de complicar a vida em municípios como Juiz de Fora e Ubá. A situação levou prefeitos a decretarem estado de calamidade pública e mobilizou ações de socorro em níveis municipal, estadual e federal.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o transbordamento do Rio Paraibuna e os volumes excepcionais de chuva provocaram alagamentos, deslizamentos de encostas e bloqueios de vias, com centenas de chamados de emergência sendo atendidos em poucas horas. Bairros foram isolados, casas inundadas e escolas estão sendo usadas como pontos de acolhimento para pessoas desalojadas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho de grande perigo para vários municípios de Minas Gerais, incluindo áreas da Zona da Mata, com expectativa de mais tempestades e volumes de chuva que podem ultrapassar 100 mm por dia, aumentando o risco de novos alagamentos e deslizamentos ao longo da semana.

Diante do agravamento da crise, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a mobilização imediata de equipes federais para reforçar as ações de assistência e resgate nas áreas afetadas. Conforme divulgado por órgãos oficiais, uma equipe de coordenação da Força Nacional do SUS já está a caminho da região, enquanto a Defesa Civil Nacional atua em “alerta máximo” e mantém contato permanente com as equipes mineiras para apoiar o atendimento às vítimas e o restabelecimento de serviços essenciais.

O governo federal também reconheceu o estado de calamidade pública em Juiz de Fora, o que deve agilizar a liberação de recursos para socorro, assistência humanitária e reconstrução das áreas atingidas. Nas redes sociais, o presidente afirmou que o foco é garantir assistência rápida às pessoas desabrigadas, apoio à reconstrução e o restabelecimento de serviços básicos o mais breve possível.

Autoridades estaduais acompanharão de perto as operações em campo, enquanto equipes de defesa civil e bombeiros continuam buscas por desaparecidos e monitoram possíveis novos riscos decorrentes da instabilidade do tempo.

Anna Narciso

Anna Narciso é jornalista formada pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (FUNORTE), desde 2021. Possui experiência em jornalismo, marketing e varejo, com atuação voltada à produção de conteúdo, comunicação estratégica e relacionamento com o público. Sua trajetória é marcada pela versatilidade, olhar atento às narrativas contemporâneas e compromisso com uma comunicação clara, ética e alinhada às demandas do mercado

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