O governo federal prevê arrecadar mais R$ 4,4 bilhões em 2026 após aumentar impostos sobre apostas online, bancos digitais (fintechs) e lucros pagos por empresas a investidores. A estimativa foi divulgada pela Receita Federal do Brasil.
As mudanças fazem parte de um pacote aprovado no fim de 2025 e têm como objetivo aumentar a arrecadação e ajudar a equilibrar as contas públicas.
O que muda
Na prática, alguns setores vão pagar mais impostos:
- Apostas online: a taxa subiu de 12% para 15%;
- Empresas: o imposto sobre lucros distribuídos (JCP) aumentou de 15% para 17,5%;
- Bancos digitais e financeiras: também terão aumento de imposto ao longo dos próximos anos.
Segundo o governo, a maior parte do dinheiro extra deve vir das empresas.
De onde virá o dinheiro
A previsão é de arrecadar:
- R$ 3,1 bilhões com impostos sobre lucros de empresas;
- R$ 1,1 bilhão com bancos e financeiras;
- R$ 260 milhões com apostas online.
Corte de benefícios
Além de aumentar impostos, o governo também reduziu descontos fiscais dados a empresas. Esses benefícios são abatimentos em tributos como PIS e Cofins.
Com isso, a expectativa é arrecadar mais R$ 16,5 bilhões. Somando tudo, o impacto total pode chegar a R$ 20,9 bilhões em 2026.
Situação das contas
Mesmo com esse reforço, o governo ainda prevê um resultado apertado nas contas.
A expectativa é fechar 2026 com uma pequena “sobra” de R$ 3,5 bilhões — valor abaixo do objetivo oficial.
Quando entram outras despesas, como dívidas judiciais (precatórios), o cenário muda: a previsão passa a ser de um déficit de R$ 59,8 bilhões, ou seja, mais gastos do que arrecadação.
Corte de gastos
Para controlar as despesas, o governo também bloqueou R$ 1,6 bilhão em gastos não obrigatórios.
Esse ajuste foi necessário por causa do aumento de despesas com:
- Aposentadorias e pensões;
- Benefícios sociais (como o BPC);
- Alimentação escolar;
- Previsões para a economia.
O relatório também trouxe novas estimativas:
- Crescimento da economia: 2,33%;
- Inflação: 3,74%.
Além disso, o governo espera arrecadar mais com petróleo, mas menos com alguns impostos federais. Os detalhes de onde exatamente serão feitos os cortes de gastos devem ser divulgados até o fim de março.















