Misoginia passa a ser considerada crime no Brasil; veja o que muda

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A prática de misoginia, caracterizada pelo ódio, desprezo ou discriminação contra mulheres, passou a ser enquadrada como crime no Brasil após mudanças recentes na legislação. A medida amplia a proteção às mulheres e reforça o combate à violência de gênero no país.

A nova regra inclui a misoginia como agravante em crimes já previstos no Código Penal e também permite sua punição em situações específicas, como discursos de ódio, constrangimentos e outras formas de violência psicológica e simbólica.

A atualização se conecta a normas já existentes, como a Lei Maria da Penha, que trata da violência doméstica e familiar contra a mulher, e a Lei do Feminicídio, que prevê penas mais severas para assassinatos motivados por gênero.

O que é misoginia?

Misoginia é o termo utilizado para descrever atitudes, discursos ou comportamentos que inferiorizam ou atacam mulheres pelo fato de serem mulheres. Isso pode ocorrer tanto no ambiente físico quanto no digital, incluindo redes sociais.

O que muda na prática?

Com a mudança, condutas misóginas podem:

  • Agravar penas em crimes como ameaça, injúria e violência psicológica;
  • Ser consideradas motivação para práticas criminosas;
  • Ampliar a responsabilização em casos de discurso de ódio.

Especialistas avaliam que a tipificação ajuda a dar mais clareza jurídica e fortalece o enfrentamento à violência de gênero, além de incentivar denúncias.

Como denunciar

Casos de violência ou discriminação contra mulheres podem ser denunciados por meio do telefone 180, canal nacional de atendimento à mulher. Em situações de emergência, a orientação é acionar a polícia pelo 190.

Autoridades destacam que a mudança busca não apenas punir, mas também prevenir práticas discriminatórias e promover uma cultura de respeito e igualdade.

Anna Narciso

Anna Narciso é jornalista formada pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (FUNORTE), desde 2021. Possui experiência em jornalismo, marketing e varejo, com atuação voltada à produção de conteúdo, comunicação estratégica e relacionamento com o público. Sua trajetória é marcada pela versatilidade, olhar atento às narrativas contemporâneas e compromisso com uma comunicação clara, ética e alinhada às demandas do mercado

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