A inflação oficial no país ficou em 0,88% em março, pressionada principalmente pelos aumentos da gasolina, do leite longa vida e do tomate, itens que tiveram maior impacto no índice. Juntos com outros subitens, eles responderam por quase metade do resultado do mês, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O principal peso veio da gasolina, que subiu 4,59% e, sozinha, teve impacto de 0,23 ponto percentual no IPCA. Também influenciaram os preços das passagens aéreas (alta de 6,08%) e do diesel (13,90%), reforçando a pressão no grupo de transportes, o que mais contribuiu para a inflação.
No grupo alimentação e bebidas, os maiores impactos foram do leite longa vida, com alta de 11,74% (0,07 p.p.), e do tomate, que subiu 20,31% (0,05 p.p.). Esses produtos refletem a aceleração dos preços dentro de casa, que avançaram 1,94% no mês — a maior alta desde abril de 2022.
Ao todo, gasolina, passagem aérea, diesel, leite e tomate responderam por 0,43 ponto percentual da inflação de março, que fechou em 0,88%. Os grupos de transportes (1,64%) e alimentação (1,56%) concentraram 76% de todo o índice.
De acordo com o IBGE, o avanço dos combustíveis está ligado a incertezas no cenário internacional, enquanto os alimentos sofrem impacto da redução de oferta e do aumento no custo do frete.
No acumulado do ano, o IPCA soma alta de 1,92%. Em 12 meses, o índice chegou a 4,14%, acima dos 3,81% registrados no período anterior.
Outros grupos também apresentaram alta, como despesas pessoais (0,65%), influenciadas por serviços como cinema e eventos, e saúde (0,42%), com destaque para planos de saúde. Já habitação (0,22%) teve impacto mais moderado, mesmo com reajustes pontuais em energia elétrica e tarifas de água e esgoto.
O índice mede o custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos.
(Com informações da Agência Brasil)