Uma grande força-tarefa envolvendo órgãos estaduais e federais de segurança pública está em andamento em Minas Gerais para combater a atuação de facções criminosas no estado. Batizada de Operação Cerco Fechado, a ação foi detalhada nesta segunda-feira (1º) pelo governador em exercício, Mateus Simões, durante coletiva de imprensa.
Considerada pelo Governo de Minas a maior operação integrada já realizada no estado contra organizações criminosas, a iniciativa reúne aproximadamente 2.980 profissionais das forças de segurança e não possui prazo definido para encerramento.
As ações acontecem simultaneamente em 26 áreas consideradas estratégicas nos municípios de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Manhuaçu, Uberlândia, Uberaba e Teófilo Otoni. Participam da operação equipes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, além da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.
Segundo Mateus Simões, o objetivo vai além da prisão de suspeitos. A proposta é ampliar a presença das forças policiais nas ruas, impedir o avanço das facções sobre territórios mineiros e enfraquecer a estrutura financeira e operacional dessas organizações.
Prisões, drogas e armas apreendidas
O balanço parcial da operação aponta que 46 pessoas foram conduzidas pelas forças de segurança, incluindo quatro adolescentes. Deste total, 38 tiveram a prisão confirmada pelas autoridades competentes.
Durante as ações, foram recolhidas nove armas de fogo, 93 munições, drogas como maconha, crack e cocaína, além de cerca de R$ 27 mil em dinheiro.
As equipes também cumpriram 73 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Desse total, 46 foram executados em Belo Horizonte e outros 27 em cidades do interior do estado.
No sistema prisional, a operação alcançou dez unidades penitenciárias. As revistas realizadas em 914 celas resultaram na apreensão de 53 celulares e 907 porções de entorpecentes.
Nova lista de procurados é divulgada
Durante o anúncio dos resultados da Operação Cerco Fechado, o governador também lançou a sétima edição do programa Procura-se, iniciativa que divulga os nomes de criminosos considerados prioritários para as forças de segurança de Minas Gerais.
A nova relação reúne 12 foragidos da Justiça que possuem mandados de prisão em aberto por crimes como homicídio, tráfico de drogas, roubos e participação em ataques a instituições financeiras, incluindo explosões de caixas eletrônicos.

Coordenado pela Sejusp, o programa conta com a atuação integrada das forças de segurança e com o apoio da população por meio de denúncias anônimas realizadas pelo Disque Denúncia Unificado 181.
De acordo com dados do Governo de Minas, desde a criação do Procura-se, 61 dos 74 criminosos incluídos nas seis listas anteriores foram capturados, o que representa um índice de efetividade superior a 82%.