O Governo de Minas Gerais lançou nesta segunda-feira (8) o Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais 2026-2031, que prevê investimentos de R$ 440 milhões em ações de prevenção, monitoramento e combate ao fogo. A iniciativa busca reduzir áreas queimadas, fortalecer a resposta aos incêndios e preparar o estado para os impactos das mudanças climáticas, cada vez mais frequentes em território mineiro.
Apresentado pelo governador Mateus Simões, o plano estabelece diretrizes para a atuação integrada dos órgãos públicos, instituições ambientais, forças de segurança, universidades, setor produtivo e sociedade civil. Paralelamente, foi lançada a edição 2026 do Programa Minas Contra o Fogo, responsável por colocar em prática as ações previstas.
Segundo o governo, os recursos serão aplicados na contratação de brigadistas, locação de veículos e aeronaves, aquisição de equipamentos especializados, ampliação da infraestrutura de comunicação e monitoramento, além do fortalecimento da Força-Tarefa Previncêndio. O investimento também contempla capacitação de equipes e uso de novas tecnologias para detecção e combate aos focos de incêndio.
De acordo com a comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, coronel Jordana Daldegan, o principal objetivo é reduzir a extensão das áreas atingidas pelo fogo e tornar as operações de combate mais rápidas e eficientes. Entre as medidas previstas está a instalação de oito Bases Operacionais Avançadas em Unidades de Conservação estratégicas, incluindo uma nova estrutura na Serra do Papagaio.
O plano foi elaborado diante do aumento dos desafios ambientais enfrentados pelo estado. Nos últimos anos, Minas Gerais registrou períodos mais prolongados de estiagem, temperaturas elevadas e eventos climáticos extremos, fatores que favorecem a ocorrência e a propagação dos incêndios florestais. As equipes técnicas também monitoram possíveis impactos de fenômenos climáticos globais, como o El Niño.
Além do combate direto ao fogo, o Corpo de Bombeiros tem ampliado ações preventivas por meio da Operação Alerta Verde, formação de brigadistas, cursos especializados e utilização de drones, geotecnologias e plataformas de monitoramento em tempo real, como o sistema GeoFogo. Durante os períodos críticos, a corporação mobiliza estruturas especializadas para coordenar operações em todo o estado.
A expectativa é que o plano contribua para a redução progressiva das áreas queimadas, amplie a proteção das unidades de conservação e fortaleça a capacidade de resposta das regiões mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.
(Com informações da Agência Minas)