Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra redução das mortes violentas intencionais no estado, enquanto crimes como feminicídio, estelionato e tráfico de drogas registraram crescimento. Ministério Público defende fortalecimento das políticas de prevenção e proteção.
Minas Gerais registrou queda de 14,2% nos homicídios em 2025, mas apresentou aumento nos casos de feminicídio, tráfico de drogas, violência psicológica contra a mulher e desaparecimentos. Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e analisado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
De acordo com o levantamento, o estado contabilizou 177 feminicídios consumados em 2025, alta de 4,4% em relação ao ano anterior, tornando Minas o segundo estado brasileiro com maior número absoluto de vítimas. Em contrapartida, as tentativas de feminicídio caíram 16,8%, embora o MPMG alerte para possíveis casos de subnotificação e para o aumento da letalidade da violência contra a mulher.
O anuário também revelou crescimento de 32,5% nos registros de violência psicológica, aumento de 9,9% no descumprimento de medidas protetivas e mais de 85 mil ocorrências de ameaça no estado. Para o Ministério Público, os números reforçam a necessidade de fortalecer a rede de proteção às mulheres e ampliar ações preventivas, especialmente por meio da educação e da integração entre os órgãos públicos.
Na área da segurança pública, Minas apresentou redução de 14,2% nos homicídios, passando de 3.124 vítimas em 2024 para 2.698 em 2025. Apesar do resultado positivo, o MPMG destaca que os índices ainda permanecem elevados e exigem políticas permanentes de enfrentamento à violência.
Outro dado que chamou atenção foi o aumento de 41,7% das ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas em Minas Gerais, percentual superior ao registrado no restante do país. Segundo o Ministério Público, a extensa malha rodoviária do estado favorece a atuação de organizações criminosas e o transporte de entorpecentes.
O estudo ainda aponta crescimento de 30,5% nos registros de pessoas desaparecidas, alta de 3,3% nos casos de estelionato — sendo 10,5% na modalidade eletrônica — e aumento de 40% nos suicídios de policiais em Minas Gerais, cenário que, segundo o MPMG, evidencia a necessidade de ampliar ações voltadas à saúde mental dos profissionais da segurança pública.
(Com informações do Ministério Público de Minas Gerais)