As 86 cidades da macrorregião Norte de Minas contabilizaram 2.089 internações e 47 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Os dados são da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros e apontam baixa cobertura vacinal entre os grupos prioritários como um dos principais desafios para conter o avanço da doença.
Segundo a coordenadora de Vigilância em Saúde da SRS de Montes Claros, Agna Menezes, os vírus influenza e sincicial respiratório (VSR) são os principais responsáveis pelas internações registradas neste ano. Para ambos, há imunizantes disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre os municípios da região, Brasília de Minas lidera o número de mortes, com 10 óbitos. Montes Claros, maior cidade do Norte de Minas, contabiliza três mortes relacionadas à síndrome respiratória.
De acordo com a SRS, a maior parte das mortes ocorre entre crianças e idosos, grupos considerados prioritários para a vacinação contra a gripe. No entanto, a cobertura vacinal na região está em 54%, índice abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Até o momento, foram aplicadas 407.447 doses da vacina contra a influenza nos 86 municípios da macrorregião. Desse total, 100.690 foram destinadas a pessoas que não pertencem aos grupos prioritários definidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Em relação ao vírus sincicial respiratório, o SUS oferece vacinação para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, com o objetivo de proteger os bebês nos primeiros meses de vida.
Para ampliar a cobertura vacinal, a Superintendência Regional de Saúde recomenda que os municípios intensifiquem a busca ativa da população prioritária, ampliem o horário de funcionamento das salas de vacinação, utilizem unidades móveis de imunização e aproveitem os atendimentos nas unidades básicas de saúde para verificar e atualizar a caderneta de vacinação dos pacientes.
Entre os grupos prioritários para a vacinação contra a influenza estão crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, professores, pessoas com doenças crônicas, caminhoneiros, profissionais das forças de segurança, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, quilombolas, população privada de liberdade e outros públicos definidos pelo Ministério da Saúde.
(Com informações do G1 Grande Minas)