Idoso investigado por suspeita de estupro de vulnerável é solto após audiência de custódia em MG

Foto: Ilustrativa

Um idoso, de 65 anos, preso em flagrante por suspeita de estupro de vulnerável em Itacarambi, no Norte de Minas, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça durante audiência de custódia realizada nessa terça-feira (4). O investigado responderá ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares e protetivas determinadas pelo Judiciário.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o homem foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável na segunda-feira (3), após a prisão ser ratificada pela autoridade policial. O inquérito segue em andamento. A Justiça também deferiu medidas protetivas em favor da vítima.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o caso ocorreu na noite de domingo (2), no Cais da Água Viva, em Itacarambi. A mãe da criança, de 11 anos, relatou que a filha atravessou a rua para ir ao banheiro de uma sorveteria e, ao retornar, viu o suspeito tocar nas nádegas da menina. Conforme o registro policial, a conduta também foi relatada por testemunhas que estavam no local.

Ainda segundo a PM, ao ser confrontado, o homem negou a acusação e afirmou que apenas abraçou a criança. Uma testemunha também declarou ter visto somente um abraço. O boletim registra que o investigado apresentava sinais visíveis de embriaguez.

A ocorrência mobilizou o Conselho Tutelar e gerou um princípio de tumulto no local, sendo necessário o uso de spray de pimenta pela Polícia Militar para dispersar populares. O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia.

Decisão da Justiça

Na audiência de custódia, o Ministério Público pediu a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. A defesa solicitou a concessão de liberdade provisória.

Ao analisar o caso, o juiz homologou a prisão em flagrante, mas entendeu que, naquele momento, não havia elementos concretos que justificassem a prisão preventiva. Na decisão, destacou que o investigado é primário, possui residência fixa, exerce atividade lícita, não tentou fugir, não há notícia de intimidação da vítima ou testemunhas e não foram identificados indícios de risco de reiteração criminosa.

Com isso, foi concedida liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas:

  • comparecimento aos atos do processo;
  • manutenção de endereço atualizado perante a Justiça;
  • comunicação prévia caso precise se ausentar da comarca por mais de cinco dias;
  • cumprimento integral das medidas protetivas.

O magistrado também determinou que o investigado mantenha distância mínima de 300 metros da vítima, de seus familiares e das testemunhas, além de proibir qualquer contato, inclusive por telefone, aplicativos de mensagens, redes sociais ou por intermédio de terceiros.

O processo segue em investigação pela Polícia Civil. Até a conclusão do inquérito e eventual julgamento, o investigado é considerado inocente, conforme o princípio constitucional da presunção de inocência.

Joyce Almeida

Joyce Almeida é jornalista formada em 2025, com experiência em jornalismo impresso e digital. Possui vivência na produção de reportagens, entrevistas, redação e revisão de textos, além de habilidades em fotografia, roteirização e edição de vídeos para mídias digitais e institucionais. Sua atuação tem como caraterísticas a versatilidade, organização e compromisso com a informação de qualidade, adaptando conteúdos para diferentes plataformas e públicos, com seriedade e acessibilidade na transmissão da notícia.

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