A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre o feminicídio de uma mulher de 42 anos, ocorrido no dia 15 de agosto, no bairro Santo Amaro, em Montes Claros. O ex-companheiro da vítima, de 55 anos, foi apontado como autor do crime e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
Segundo a delegada Francielle Drumond, o laudo de necropsia apontou que a vítima morreu por asfixia provocada por esganadura. A investigação reuniu depoimentos de testemunhas, familiares e pessoas próximas à mulher, que relataram um histórico de relacionamento abusivo, marcado por comportamento controlador, ciúme obsessivo e violência psicológica.
De acordo com a Polícia Civil, o casal estava separado desde maio deste ano, mas o homem não teria aceitado o fim da relação. A investigação aponta que ele passou a perseguir a vítima no trabalho, nas proximidades da residência dela e também em locais frequentados por familiares.
Crime teria sido motivado por ciúmes
Ainda conforme a investigação, o episódio que antecedeu o feminicídio teria ocorrido quando o homem descobriu que a ex-companheira participaria de um evento social acompanhada de uma amiga, sem a presença dele.
A Polícia Civil realizou uma reprodução dos fatos e concluiu que o suspeito teria ligado para a vítima e pedido que ela fosse até a residência dele. Conforme a investigação, ao chegar ao imóvel, a mulher teve a porta trancada pelo ex-companheiro, que em seguida a matou por esganadura.
Após o crime, o homem teria enviado mensagens a familiares comunicando que havia cometido o feminicídio e anunciando que tiraria a própria vida. Na sequência, efetuou um disparo contra a própria mandíbula.
Familiares chegaram ao imóvel pouco depois e prestaram socorro. O homem foi encaminhado para atendimento hospitalar e permanece internado em estado grave.
Apesar da internação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado. O mandado foi cumprido na última sexta-feira, em Montes Claros, e ele permanece sob custódia policial no hospital.
A delegada destacou ainda que a legislação que trata do feminicídio foi recentemente alterada. Atualmente, o crime prevê pena de 20 a 40 anos de reclusão.


















