O atendimento e o tratamento das doenças do coração no Sistema Único de Saúde (SUS) ganharam destaque central durante a agenda oficial do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Montes Claros. Polo macro-regional de saúde que acolhe pacientes de mais de 80 municípios do Norte de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, a cidade teve reafirmado o seu papel estratégico na assistência cardiológica de média e alta complexidade.
A cardiologia é uma das especialidades de maior demanda na região, abrangendo desde o manejo clínico da hipertensão e insuficiência cardíaca até intervenções de urgência, como cateterismos, angioplastias e cirurgias de peito aberto. A proposta do Ministério da Saúde busca encurtar a distância entre a identificação dos primeiros sintomas e o procedimento hospitalar definitivo, reduzindo as sequelas e os índices de mortalidade por infarto agudo do miocárdio.
Durante as vistorias e reuniões técnicas no município, o ministro Alexandre Padilha apontou que a resposta rápida diante de episódios cardíacos é determinante para salvar vidas, ressaltando que o fortalecimento dessa rede passa pela descentralização dos exames e pelo suporte intensivo aos hospitais locais que já possuem tradição na área, como a Santa Casa de Montes Claros.
“O tratamento do coração exige precisão e tempo de resposta imediato. Cada minuto conta para evitar que o paciente tenha sequelas irreversíveis ou perca a vida. Montes Claros é o coração da assistência hospitalar de todo o Norte de Minas, e a diretriz é garantir que as unidades contem com suporte contínuo, equipes capacitadas e estrutura tecnológica para realizar procedimentos complexos pelo SUS com a agilidade que a população precisa”, pontuou Padilha.
A linha de cuidado cardiovascular se integra às demais ações anunciadas no município, conectando-se diretamente à futura Policlínica Regional — que ofertará consultas em cardiologia e exames de ponta fora do ambiente de pronto-socorro — e à formação de novos médicos na Santa Casa, garantindo profissionais preparados para a realidade assistencial da região.




















