Dados do Ministério da Saúde mostram que a vacinação contra gripe e covid-19 entre gestantes ainda está abaixo da meta estabelecida para o público. Em 2025, a cobertura foi de 63% para influenza e 55% para covid-19, enquanto a meta é alcançar 90%. Em dados preliminares de 2026, a cobertura contra influenza chegou a 76%, mas a vacinação contra covid permanece em 55%.
Segundo levantamento do Ministério da Saúde, entre 2023 e o início de agosto de 2026, 286 gestantes ou puérperas desenvolveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) após infecção por influenza, sendo 25 mortes. No mesmo período, a covid-19 provocou pelo menos 205 casos graves e 21 mortes.
A vacinação também oferece proteção aos bebês. Como as vacinas contra influenza e covid começam a ser aplicadas diretamente nas crianças somente a partir dos seis meses, os recém-nascidos dependem, nos primeiros meses, dos anticorpos transmitidos pela mãe durante a gestação.
O calendário do SUS inclui ainda outras vacinas para gestantes, como hepatite B, dT, dTpa e VSR. A vacina contra febre amarela pode ser indicada em situações específicas, como áreas com circulação comprovada da doença, surtos, emergências ou viagens para locais de risco.
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil destacam que as vacinas indicadas durante a gravidez foram testadas e são consideradas seguras para gestantes e bebês. A orientação é que a carteira de vacinação seja verificada durante o pré-natal e que as doses indicadas sejam tomadas conforme a orientação dos profissionais de saúde.
(Com informações da Agência Brasil)



















