A passagem do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) por Montes Claros, nessa sexta-feira (2), mobilizou centenas de apoiadores na reta final do primeiro turno das eleições. Ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e de lideranças políticas estaduais, o ato concentrado na Avenida Sanitária, batizado de “Bloquinho do Nikolas”, reuniu eleitores vestidos de verde e amarelo em um formato de trio elétrico, com direito a jingles em ritmo de axé e funk.
No entanto, assim como ocorrido em mobilizações de grande porte anteriores na cidade, o término da festa política deu lugar a um cenário já conhecido pelos moradores e comerciantes da região central: o acúmulo expressivo de resíduos sólidos e material de campanha espalhado pelo asfalto e calçadas.
O cenário na Avenida Sanitária
Nas primeiras horas deste sábado (3), quem passou pela principal via do ato encontrou trechos tomados por santinhos de candidatos, panfletos de divulgação e embalagens plásticas. O volume de papel acumulado chamou a atenção, repetindo uma problemática recorrente em encerramentos de campanhas eleitorais na maior cidade do Norte de Minas.
Repercussão e cobrança
Em publicações feitas em suas redes sociais durante a manhã deste sábado, o candidato a deputado estadual Lucas Pereira (PT) registrou o cenário de acúmulo de resíduos na Avenida Sanitária e cobrou coerência na fiscalização dos atos políticos:
“Quando Lula esteve em Montes Claros, disseram que a esquerda tinha deixado a cidade suja. Agora, depois do evento da extrema-direita, com lixo e garrafas quebradas na Avenida Sanitária, eu pergunto: o que a extrema-direita vai dizer agora? A sujeira tem ideologia? A responsabilidade pela cidade muda conforme o lado político? Política se faz com coerência. Se cobraram limpeza antes, também precisam cobrar agora. Montes Claros é de todos nós. Respeitar a cidade também é responsabilidade de todos”, declarou o candidato em sua página oficial.


















