O presidente da Câmara Municipal de Francisco Sá, Fabiano de Bráz (PRD), assumiu interinamente o comando da Prefeitura nesta terça-feira (13), após a cassação dos mandatos da então prefeita Alini Bicalho e do vice-prefeito Geraldo Bicalho, ambos do PT, pela Justiça Eleitoral. A posse ocorreu durante uma reunião extraordinária do Legislativo municipal, convocada para dar cumprimento à decisão judicial.
A cerimônia foi acompanhada por uma multidão de moradores, que compareceram à Câmara Municipal para acompanhar a mudança no comando do Executivo. Durante a sessão, o público demonstrou emoção, com aplausos e manifestações de apoio ao novo prefeito interino. Do lado de fora, populares soltaram foguetes para marcar o momento.

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Após a posse, Fabiano de Bráz seguiu em direção à sede da Prefeitura, acompanhado por vereadores e moradores. Na entrada do prédio, o grupo realizou uma oração antes de seguir para o gabinete do Executivo municipal.
A mudança ocorre em meio aos desdobramentos políticos e institucionais provocados pela cassação dos mandatos da prefeita e do vice-prefeito. A permanência de Fabiano de Bráz à frente da administração municipal dependerá dos procedimentos legais e eleitorais aplicáveis ao caso.

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Mãe que registrou ocorrência contra ex-prefeita acompanha posse
Entre os moradores que acompanharam a cerimônia estava Paula Andréia Barbosa da Silva, mãe de uma criança de dois anos que registrou um boletim de ocorrência relatando supostos episódios de injúria racial atribuídos à então prefeita Alini Bicalho.
O caso foi registrado pela Polícia Militar em dezembro de 2025, em Montes Claros. Conforme o boletim de ocorrência, Paula relatou que perfis falsos no Instagram teriam sido criados para publicar conteúdos relacionados à sua vida pessoal e à paternidade de sua filha, que, à época, tinha pouco mais de um ano.
Ainda segundo o registro policial, Paula afirmou ter recebido áudios pelo WhatsApp que atribuiu à então prefeita. De acordo com o relato apresentado à polícia, a ex-prefeita teria questionado a paternidade da criança e feito comentários considerados desrespeitosos em relação à cor de sua pele.
A ocorrência foi registrada como injúria racial. O boletim, contudo, reúne as declarações apresentadas pela comunicante e, isoladamente, não comprova a autoria dos perfis ou dos áudios nem estabelece eventual responsabilidade criminal da pessoa citada.
O espaço segue aberto para manifestação da ex-prefeita sobre as acusações relatadas no boletim de ocorrência.


















