Um projeto desenvolvido pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), está utilizando inteligência artificial para prevenir a hemorragia puerperal, uma das principais causas de morte materna no mundo.
A iniciativa, realizada na Maternidade Odete Valadares, tem como objetivo desenvolver modelos capazes de prever, de forma precoce, o risco de hemorragia após o parto. Com isso, a expectativa é auxiliar as equipes médicas na identificação de pacientes com maior probabilidade de complicações, permitindo a adoção de medidas preventivas e tornando o atendimento mais seguro.
Entre os principais benefícios do projeto está o uso ampliado de dados clínicos. As informações coletadas na maternidade serão analisadas em conjunto com dados do Hospital das Clínicas da UFMG, o que possibilita análises mais precisas e a identificação de fatores de risco que podem não ser detectados por métodos tradicionais.
Outro avanço importante é a validação dos modelos em diferentes ambientes hospitalares. Esse processo aumenta a confiabilidade dos resultados e amplia a possibilidade de aplicação da tecnologia em outras unidades de saúde, fortalecendo o potencial de uso em larga escala.
A expectativa é que a pesquisa contribua para a redução de complicações graves no pós-parto, aumentando a segurança das pacientes e ajudando a salvar vidas. Além disso, o projeto reforça o uso de tecnologia e ciência de dados na saúde pública, promovendo inovação, qualificação profissional e integração entre instituições de pesquisa e atendimento.
A hemorragia obstétrica é responsável por uma parcela significativa das mortes maternas no mundo, o que torna iniciativas voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce fundamentais para o enfrentamento do problema.
(Com informações da Agência Minas)