Uma denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) questiona o pagamento de diárias ao prefeito de Icaraí de Minas e presidente do CISRUN/SAMU Macro Norte, Gonçalo Antônio Mendes de Magalhães. A manifestação, registrada em 14 de maio deste ano, solicita a apuração de um suposto recebimento indevido de recursos públicos e pede a instauração de investigação sobre o caso.
Segundo o documento, o prefeito teria recebido duas diárias, no valor total de R$ 1.350, para uma viagem oficial a Belo Horizonte entre os dias 27 e 28 de janeiro de 2026. Conforme o relatório de diárias citado na denúncia, o deslocamento teria como finalidade tratar de assuntos de interesse do município junto à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Entretanto, o autor da denúncia afirma que, na tarde de 27 de janeiro, o prefeito participou da inauguração de uma base descentralizada do SAMU no município de Urucuia, no Norte de Minas. A alegação é baseada em registros da imprensa e publicações oficiais do CISRUN/SAMU Macro Norte, que indicariam a presença do gestor no evento.
A denúncia sustenta que a coincidência das agendas seria incompatível e levanta a suspeita de que a viagem oficial informada no pedido de diárias não tenha ocorrido da forma declarada. O documento aponta, em tese, possíveis irregularidades previstas na Lei de Improbidade Administrativa e no artigo 299 do Código Penal, que trata do crime de falsidade ideológica.
Entre os pedidos apresentados ao Ministério Público estão a instauração de inquérito civil, a obtenção do processo administrativo que autorizou o pagamento das diárias, a análise do relatório de viagem, a requisição de comprovantes de abastecimento do veículo oficial, registros de deslocamento e documentos que possam confirmar a localização do prefeito na data dos fatos.
Até o momento, não há decisão do Ministério Público sobre o mérito das alegações. O caso encontra-se em fase de apuração, e a denúncia, por si só, não comprova a ocorrência de irregularidades.