Novo Cetras de Januária amplia atendimento e proteção à fauna silvestre no Norte de Minas

Unidade do IEF tem capacidade para acolher até 1,2 mil animais por ano e fortalece a estrutura de resgate, recuperação e reintrodução de espécies na natureza

Foto: Governo de Minas / Divulgação

O Norte de Minas conta com uma nova estrutura voltada à proteção e conservação da fauna silvestre. Foi inaugurado, na quarta-feira (16), o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Januária, unidade do Instituto Estadual de Florestas (IEF) que amplia o atendimento a animais resgatados, apreendidos em ações de fiscalização ou entregues voluntariamente pela população.

Com capacidade para acolher até 1,2 mil animais por ano, o novo centro foi criado para atender espécies de diferentes portes, desde aves e pequenos mamíferos até animais de maior porte. A inauguração contou com abertura institucional, apresentação da estrutura e visita às instalações.

Atendimento mais próximo da população

A implantação do Cetras em Januária representa uma ampliação da estrutura de atendimento à fauna silvestre na região. Antes, a área da Regional Alto Médio São Francisco era atendida pelo Cetras de Montes Claros, o que exigia deslocamentos para o encaminhamento dos animais.

Segundo a diretora de Proteção à Fauna do IEF, Ariane Goulart, a nova unidade permite aproximar os serviços da população e dos órgãos que atuam no resgate e na fiscalização ambiental.

“Então a ideia de se construir o CETRAS em Januária é ampliar localmente esse atendimento que se faz à fauna em cativeiro, que é uma competência do próprio órgão”, explicou.

A diretora destacou que a estrutura busca melhorar o atendimento aos animais recebidos e ampliar a atuação da política pública de conservação da fauna.

“Para ampliar essa atuação, permitir vantagem no aumento de deslocamento, a qualidade desses animais que são recebidos, a ideia é ter esse ponto aqui em Januária para fazer esse atendimento diretamente à fauna que a gente recebe. Então é uma ampliação da política pública voltada para a conservação da fauna”, afirmou.

Capacidade para diferentes espécies

O Cetras de Januária foi estruturado para receber animais de diferentes grupos. De acordo com Ariane Goulart, a unidade tem limite de atendimento de 1,2 mil animais por ano, mas não possui restrição quanto ao tipo de espécie que pode ser acolhida, considerando a estrutura e os procedimentos necessários para cada caso.

“Todos os CETRAS, de acordo com a estrutura que é criada, têm um limite de atendimento. O limite aqui é 1.200 animais por ano”, informou.

A diretora também ressaltou que a unidade poderá receber aves, pequenos mamíferos e grandes mamíferos, conforme as condições de atendimento e manejo.

Foto: Governo de Minas / Divulgação

Diferentes portas de entrada

Os animais poderão chegar ao Cetras por diferentes caminhos. Entre eles estão os resgates realizados pelo Corpo de Bombeiros, apreensões feitas por órgãos de segurança e fiscalização, casos de atropelamento e entregas voluntárias realizadas pela população.

“Podem ter vários caminhos essa chegada. A gente tem a questão de animais que são apreendidos pela polícia, animais que são resgatados pelo Corpo de Bombeiros, animais como o caso, por exemplo, de um atropelamento”, explicou Ariane.

A entrega voluntária também é uma das formas de encaminhamento. Nesses casos, a população pode procurar o centro quando encontrar um animal silvestre que necessite de assistência ou quando estiver com um animal mantido em cativeiro de forma irregular.

A unidade já conta com profissionais contratados, treinados e aptos a realizar os atendimentos, além de equipamentos e insumos necessários para o funcionamento.

“A unidade já está com todos os profissionais contratados, aptos, treinados, já está com equipamentos, insumos, tudo para receber o animal que precisar de atendimento e assistência”, afirmou a diretora.

Triagem, recuperação e retorno à natureza

Os Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres desempenham uma função importante na conservação da biodiversidade. Após o ingresso, os animais passam por avaliação e recebem os cuidados necessários para definir a destinação adequada para cada indivíduo.

O trabalho inclui procedimentos de manejo, recuperação e acompanhamento, sempre considerando as condições de saúde e a possibilidade de retorno ao ambiente natural.

Quando a reintrodução é possível, o objetivo é devolver o animal à natureza, contribuindo para a conservação das espécies e dos ecossistemas. Nos casos em que isso não é viável, são avaliadas outras formas de destinação compatíveis com as necessidades do animal e as normas ambientais.

Com a abertura do Cetras de Januária, o IEF amplia a presença da política de proteção à fauna no Norte de Minas e fortalece a articulação com os órgãos responsáveis pelo resgate, fiscalização e encaminhamento de animais silvestres.

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Américo Borges

Américo Borges é jornalista formado pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (FUNORTE). Com ampla experiência em comunicação, já atuou em portais de notícias, rádio e também como assessor de imprensa em órgãos públicos. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a informação de qualidade e a valorização do jornalismo regional.