Operação conjunta desmantela esquema de extorsões virtuais em Montes Claros e no Distrito Federal

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em apoio à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrou nesta terça-feira (2) a operação Black Window, que resultou na desarticulação de uma organização criminosa envolvida em extorsões virtuais. Sete suspeitos foram presos durante a ação, realizada em Montes Claros e no DF.

As investigações, conduzidas pela 18ª Delegacia de Polícia em Brazlândia (DF), duraram cerca de seis meses e revelaram um grupo estruturado, com divisão de funções. Os criminosos publicavam anúncios falsos em sites de acompanhantes e massagistas para atrair vítimas. Quando havia desistência do suposto encontro, eles iniciavam as extorsões, afirmando ligação com facções criminosas e exigindo dinheiro mediante ameaças.

Para aumentar a intimidação, os suspeitos enviavam dados pessoais das vítimas e de seus familiares, além de vídeos exibindo armas de fogo. Os pagamentos eram solicitados em diferentes etapas, com justificativas como “valor da garota”, “valor da agência” e “valor da facção”. Apenas em 2025, mais de 50 ocorrências semelhantes já foram registradas, algumas com ligação à região de Montes Claros.

Segundo o delegado Diego Flávio Carvalho Pereira, responsável pela operação em Minas, a ação reforça a necessidade de integração entre as forças policiais. “A união de esforços entre as instituições é fundamental para proteger a sociedade e enfraquecer grupos que se aproveitam do ambiente virtual para praticar delitos”, destacou.

Prisões e apreensões

Foram expedidos dez mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão. Quatro homens e três mulheres foram detidos e encaminhados ao sistema prisional, enquanto outros três investigados seguem foragidos.

Durante as diligências, foram apreendidos dinheiro, um veículo e aparelhos celulares, que passarão por perícia.

A operação contou com a participação de 61 policiais civis da PCMG, incluindo 16 integrantes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), além de 20 agentes da PCDF e o apoio de 28 viaturas.

Diovane Barbosa

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