Procedimento estético termina em tragédia em Montes Claros; clínica é investigada

Uma mulher de 42 anos morreu após passar por um procedimento estético em uma clínica de Montes Claros na tarde de quinta-feira (11). A Polícia Civil abriu investigação para apurar as circunstâncias da morte.

De acordo com a delegada Francielle Drumond, a paciente tinha ido ao local para realizar uma “mini lipo”, técnica considerada menos agressiva que a lipoaspiração tradicional. Durante o atendimento, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória. Equipes do Samu foram chamadas e tentaram reanimá-la, mas ela não resistiu.

A delegada informou que, em uma avaliação inicial feita pela equipe de homicídios e pela perícia, há indícios de que o espaço não possuía condições adequadas para aquele tipo de intervenção estética, mesmo sendo um procedimento minimamente invasivo.

O corpo passou por exames no Posto Médico Legal, que apontaram choque hemorrágico causado por lesão na artéria femoral como motivo da morte.

A Polícia Civil agora busca verificar se a médica responsável tinha habilitação específica para fazer o procedimento e se a clínica atendia aos requisitos legais, como equipamentos de suporte e alvará. Pessoas ligadas ao caso devem ser ouvidas nos próximos dias.

A delegada Francielle alertou que quem pretende realizar procedimentos estéticos deve procurar profissionais qualificados e ambientes com estrutura suficiente para atender eventuais emergências.

A família da vítima preferiu não comentar o caso. O velório ocorre em Montes Claros, e o sepultamento está previsto para acontecer em Porteirinha.

O que diz a defesa da médica

O advogado Warlem Freire, que representa a profissional, declarou que a médica considera o caso uma “fatalidade” e que manteve contato com os familiares da paciente para oferecer apoio.

Ele afirmou que sua cliente possui certificações que a autorizam a realizar o procedimento, embora não tenha registro de especialização na plataforma de consulta do Conselho Regional de Saúde de Minas Gerais. Questionado se a “mini lipo” deveria ser executada apenas por cirurgiões plásticos, o advogado disse não ter conhecimento técnico para responder.

Segundo ele, a clínica possui a estrutura necessária para esse tipo de método e a médica já havia realizado diversos atendimentos semelhantes sem intercorrências. Freire também declarou que a paciente passou por exames prévios, era profissional da área de saúde e assinou um termo de consentimento reconhecendo todos os riscos envolvidos.

Diovane Barbosa

Destaques