A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira (28) que investiga as circunstâncias da saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil. O parlamentar chegou aos Estados Unidos acompanhado da esposa e das duas filhas, após atravessar a fronteira com a Argentina e seguir viagem em uma aeronave particular.
A viagem ocorreu depois de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador de deixar o território brasileiro e determinou a entrega dos passaportes comum e diplomático à Polícia Federal. Segundo a Agência Brasil, Flávio não cumpriu a determinação judicial. >
PF afirma não ter localizado registro de saída
De acordo com a Polícia Federal, não foram encontrados registros oficiais de que o senador tenha passado por um posto de controle migratório brasileiro durante a saída do país.
A corporação informou ainda que havia solicitado ao STF, no domingo (25), autorização para a adoção de medidas cautelares com o objetivo de impedir uma possível saída do parlamentar do Brasil.
Após o descumprimento da ordem de entrega dos documentos, os passaportes brasileiros de Flávio foram cancelados, e um alerta migratório foi inserido no sistema utilizado pelas autoridades para o controle de fronteiras
A PF ressaltou, contudo, que a existência de restrições relacionadas a documentos de viagem não significa, por si só, que uma pessoa seja considerada foragida nem autoriza automaticamente sua prisão.
Senador é investigado em inquéritos no STF
Flávio Bolsonaro é investigado em procedimentos que tramitam no Supremo Tribunal Federal. Em um deles, o senador e o advogado Willer Tomaz são suspeitos de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a operações com plataformas de apostas on-line.
O parlamentar também é alvo de uma investigação relacionada ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Viagem ocorreu após declarações de Eduardo Bolsonaro
A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada depois de declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, que defendeu publicamente que Flávio deixasse o Brasil caso fosse derrotado na disputa presidencial e passasse a liderar a oposição a partir do exterior.
Eduardo está nos Estados Unidos e foi condenado pelo STF a quatro anos de prisão em um processo relacionado à articulação de sanções contra autoridades brasileiras e de medidas comerciais norte-americanas. Segundo as informações divulgadas pela Agência Brasil, há um mandado de prisão em aberto contra o ex-deputado no Brasil.
A Polícia Federal continua apurando as circunstâncias da saída de Flávio Bolsonaro e eventuais responsabilidades relacionadas ao descumprimento das determinações judiciais
*Com informações do Agência Brasil
Escrito por Taylor Henrique sob supervisão de Denise Jorge.



















