O Norte de Minas se destaca no atendimento à fauna silvestre com a atuação do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Montes Claros, responsável por receber, tratar e devolver animais à natureza. Em todo o estado, cerca de 5 mil animais são reintroduzidos anualmente ao habitat natural após passarem por cuidados especializados.
A unidade de Montes Claros atende uma ampla região de grande diversidade biológica e recebe animais provenientes de fiscalizações, resgates e entregas voluntárias. Após a chegada, os animais passam por identificação, avaliação clínica e biológica, tratamento e reabilitação, com o objetivo de retorno à natureza.
Minas Gerais conta atualmente com cinco unidades entre Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) e Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), que recebem cerca de 8 mil animais por ano. Desse total, aproximadamente 5 mil conseguem ser reintroduzidos após recuperação.
Além do atendimento individual, o trabalho das unidades integra uma política pública voltada à conservação da biodiversidade, combate ao tráfico de animais e recuperação de espécies ameaçadas. O fluxo de atendimento inclui triagem inicial para definir se o animal pode ser solto imediatamente ou se necessita de tratamento especializado.
As equipes são formadas por médicos veterinários, biólogos e tratadores, garantindo assistência qualificada diante da crescente demanda. No estado, os Cetras de Divinópolis e Patos de Minas são administrados pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), enquanto os Cetas de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Montes Claros têm gestão compartilhada com o Ibama.
A rede está em expansão, com previsão de novas unidades em diferentes regiões. Duas delas, em Gouveia e Januária, devem ser inauguradas até julho de 2026, além de projetos previstos para cidades como Paracatu, Uberlândia, Governador Valadares, Lavras e o próprio município de Montes Claros.
Os centros também desenvolvem ações de educação ambiental, orientando a população sobre os impactos da captura ilegal de animais silvestres. A recomendação é que, em casos de resgate ou posse irregular, os animais não sejam mantidos em casa e sejam encaminhados a uma unidade especializada para receber o cuidado adequado e, sempre que possível, retornar ao seu habitat natural.
(Com informações da Agência Minas)