Serviços de hemodiálise do Norte de Minas promovem ação pelo Dia Nacional da Diálise

Mobilização reúne profissionais, pacientes e instituições na Praça Dr. Carlos Versiani para promover conscientização sobre a doença renal crônica e destacar histórias de vida além do tratamento

Foto: Ascom / Santa Casa

Os serviços de hemodiálise do Norte de Minas se unem, nesta quinta-feira (27), em uma ação especial pelo Dia Nacional da Diálise. Com o tema “A Vida Além da Diálise”, a mobilização será realizada das 8h às 13h, na Praça Dr. Carlos Versiani, em Montes Claros, e reunirá profissionais de saúde, pacientes e instituições que atuam no atendimento às pessoas com doença renal crônica.

Aberta à população, a iniciativa contará com aferição de pressão arterial, teste de glicemia capilar, orientações sobre doença renal crônica e exposição de uma máquina de hemodiálise. A programação também terá depoimentos de pacientes, que compartilharão experiências sobre como é possível continuar estudando, trabalhando, convivendo com a família e realizando projetos mesmo diante da rotina de tratamento.

A campanha acompanha uma mobilização nacional que propõe a reflexão “Quem eu sou além da diálise?”. A ideia é reforçar que, embora a diálise faça parte da rotina de milhares de pessoas, ela não define a identidade de quem precisa do tratamento.

Em Montes Claros e região, milhares de pessoas dependem regularmente da terapia renal substitutiva. O Hospital do Rim da Santa Casa Montes Claros acompanha cerca de 300 pacientes em tratamento renal substitutivo. No Hospital Dilson Godinho, 472 pessoas são atualmente assistidas pelo serviço de hemodiálise. Já os serviços Pró-Rim de Brasília de Minas e Januária atendem, juntos, 343 pacientes. Em Janaúba, o serviço soma 260 pessoas em tratamento.

Para o superintendente da Santa Casa Montes Claros, Maurício Sérgio Sousa e Silva, a campanha representa uma oportunidade de ampliar o olhar sobre a realidade dos pacientes. “O Dia Nacional da Diálise nos convida a olhar para além do tratamento e enxergar a pessoa em sua totalidade. Cada paciente que chega aos nossos serviços traz uma história, uma família, sonhos e expectativas. Nosso compromisso, enquanto instituição de saúde, é oferecer uma assistência qualificada, segura e humanizada, contribuindo para que essas pessoas tenham qualidade de vida e possam continuar construindo seus projetos e escrevendo suas próprias histórias”, afirma.

No Hospital Dilson Godinho, a mobilização também destaca o cuidado humanizado oferecido pelas equipes de nefrologia. “Com um olhar que vai além da rotina clínica, nossa equipe de nefrologia se dedica diariamente a oferecer um cuidado contínuo, seguro e profundamente humanizado. Entendemos que a diálise faz parte da jornada, mas a essência, as histórias e os sentimentos de cada pessoa continuam sendo o mais importante. Caminhamos lado a lado com nossos pacientes para que eles vivam com qualidade, bem-estar e a certeza de que nunca estão sozinhos”, afirma Helder Leone Alves de Carvalho, diretor-presidente do Hospital Dilson Godinho.

A coordenadora das Nefrologias do Hospital Dilson Godinho em Montes Claros, Pirapora e Salinas, Kelly Amorim, ressalta que o tratamento não deve resumir a identidade de quem vive com doença renal. “Quando falamos em diálise, não falamos apenas de tratamento. Falamos, antes de tudo, de pessoas. Por trás de cada sessão, existe uma história, uma família, sonhos, desafios e muitos motivos para seguir em frente. A diálise faz parte da vida, mas não define quem cada pessoa é”, destaca.

Segundo Kelly, o Hospital Dilson Godinho mantém três unidades de hemodiálise, em Montes Claros, Pirapora e Salinas, onde são atendidos quase 500 pacientes. “Mais do que números, são histórias e vidas, cada uma com seus sonhos, afetos, conquistas e projetos. Nosso convite é olhar além do diagnóstico e enxergar a pessoa em sua individualidade. Porque cuidar também é acolher, ouvir e respeitar”, completa.

Além das orientações sobre prevenção e tratamento, quem passar pela Praça Dr. Carlos Versiani poderá conhecer mais sobre o funcionamento da hemodiálise e ouvir relatos de pacientes sobre suas experiências. A programação também terá acolhimento ao público, com entrega de salada de frutas e pirulitos.

A proposta da mobilização é ampliar a compreensão sobre a doença renal crônica e, principalmente, valorizar as pessoas que convivem com a condição. A vida não se resume a um diagnóstico ou a uma máquina de hemodiálise. Existe uma história, uma família, sonhos e projetos, uma vida inteira além da diálise.

Foto: Divulgação

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Américo Borges

Américo Borges é jornalista formado pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (FUNORTE). Com ampla experiência em comunicação, já atuou em portais de notícias, rádio e também como assessor de imprensa em órgãos públicos. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a informação de qualidade e a valorização do jornalismo regional.