PCMG desarticula esquema de fraude com veículo clonado e contas bancárias falsas em Montes Claros

Operação cumpriu mandados de busca e apreensão em Montes Claros e Belo Horizonte; três pessoas são investigadas por diferentes crimes.

Foto: Polícia Civil de Minas Gerais

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, nesta quarta-feira (26), mandados de busca e apreensão em Montes Claros e Belo Horizonte durante uma investigação sobre um esquema envolvendo veículo clonado, identidade falsa e contas bancárias utilizadas em golpes.

As apurações começaram após a identificação de um veículo com registro de roubo anunciado para venda na internet. O automóvel utilizava a placa de outro carro do mesmo modelo, pertencente a uma mulher que informou à polícia que o veículo original continuava em sua garagem e nunca havia sido colocado à venda.

Segundo a PCMG, um comprador chegou a pagar R$ 35 mil pelo veículo acreditando estar negociando com a verdadeira proprietária. Um dos investigados teria usado uma identidade falsa para se passar pela dona do automóvel e tentar formalizar a transferência por meio de documento eletrônico.

Contas usadas em golpes

A investigação também identificou duas mulheres, de 35 e 43 anos, suspeitas de atuar na aplicação de golpes. Conforme a PCMG, elas se passavam por funcionárias de instituições bancárias para obter dados pessoais das vítimas.

As informações seriam utilizadas para abrir contas bancárias fraudulentas e movimentar valores obtidos nos golpes, dificultando o rastreamento do dinheiro.

Até o momento, as duas mulheres são investigadas por suspeita de estelionato e associação, enquanto um homem de 32 anos é investigado por falsidade ideológica. Outros crimes podem ser identificados durante o andamento da apuração.

Durante as buscas em Montes Claros, foram apreendidos celulares, computador, máquina de cartão, cartão bancário, procurações em nome de terceiros, contratos, dados cadastrais e folhas de cheques de diferentes instituições financeiras.

Em Belo Horizonte, os policiais também cumpriram uma ordem judicial, mas nenhum material ilícito foi encontrado no endereço.

Os materiais apreendidos serão analisados pela Polícia Civil para identificar outros possíveis envolvidos e verificar a existência de novas vítimas. A investigação continua.

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Joyce Almeida

Joyce Almeida é jornalista formada em 2025, com experiência em jornalismo impresso e digital. Possui vivência na produção de reportagens, entrevistas, redação e revisão de textos, além de habilidades em fotografia, roteirização e edição de vídeos para mídias digitais e institucionais. Sua atuação tem como caraterísticas a versatilidade, organização e compromisso com a informação de qualidade, adaptando conteúdos para diferentes plataformas e públicos, com seriedade e acessibilidade na transmissão da notícia.